https://periodicos.ufop.br/alemur/issue/feed Além dos Muros da Universidade 2026-03-22T11:29:51-03:00 Profa. Dra. Ângela Leão Andrade angelaleao@ufop.edu.br Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">ISSN: 2675-3693<br>O Periódico busca contribuir com a reflexão e a socialização de conhecimento sobre água, mulheres e educação. Esses temas podem ser resultantes de pesquisas, trabalho de extensão, ensaios teóricos ou discussões atuais inéditas. Também aceitam artigos de revisão. Publica textos em português, espanhol ou inglês.<br>Publicação do Programa de Extensão do Núcleo da Cátedra Unesco: Água, Mulheres e Desenvolvimento (NUCAT) da Escola de Minas (EM) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e do Programa de Pós-Graduação - Mestrado profissional - em Sustentabilidade Socioeconômica Ambiental - UFOP.<br>Periodicidade semestral.</p> https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8509 Prefácio 2026-03-06T20:19:16-03:00 Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br 2026-03-05T06:57:53-03:00 Copyright (c) 2026 Aisllan Diego de Assis https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8240 Abraçando Agente: 2026-03-22T11:29:51-03:00 Gleidson Guilherme Carvalho da Silva gleidson.carvalho@aluno.ufop.edu.br Ana Carolina Lourenço Ferreira anaferreiracborges@gmail.com Pedro José Vilas Boas Bento angelaleao@ufop.edu.br Matheus de Paula Silva matheus.ps1@aluno.ufop.edu.br Arthur Moreira Cardoso arthur.moreira@aluno.ufop.edu.br Daniel Simões Lima angelaleao@ufop.edu.br Tatiele de Paula Sousa tatiele.sousa@aluno.ufop.edu.br Aisllan Diego Assis aisllanassis@ufop.edu.br <p>Este trabalho relata a experiência de rodas formativas realizadas com a equipe de Estratégia de Saúde da Família Santa Cruz, em Ouro Preto (MG). Diante das dificuldades da equipe em lidar com o sofrimento psicológico, a intervenção objetivou identificar impasses e qualificar a assistência em saúde mental. A metodologia consistiu em três encontros participativos, promovendo o diálogo horizontal entre profissionais e comunidade para a construção coletiva de ferramentas de cuidado. As rodas revelaram dúvidas e receios dos trabalhadores, especialmente dos agentes de saúde, frente às demandas psíquicas e a escassez de reflexão sobre o autocuidado. Contudo, o processo permitiu a livre expressão e resultou em maior compreensão sobre acolhimento, trabalho em equipe e fortalecimento de vínculos. Destacou-se a criação de uma "caixa de ferramentas", evidenciando a transição de práticas individuais para ações coletivas. Conclui-se que a educação permanente e o suporte institucional são fundamentais para consolidar políticas públicas e ampliar a capacidade da atenção básica em ofertar um cuidado integral e contextualizado no território.</p> 2026-03-04T17:49:15-03:00 Copyright (c) 2026 Gleidson Guilherme Carvalho da Silva, Ana Carolina Lourenço Ferreira, Pedro José Vilas Boas Bento, Matheus de Paula Silva, Arthur Moreira Cardoso, Daniel Simões Lima, Tatiele de Paula Sousa, Aisllan Diego Assis https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8283 Conexões Fortes: 2026-03-22T11:29:50-03:00 Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br Leandro de Carvalho Rodrigues leandro.rodrigues@bombeiros.mg.gov.br Dionello Magalhães Andrade dionelloAndrade@gmail.com Dárlen Crísthiê Hermelinda Pena darlen.pena@educacao.mg.gov.br Alex Rodrigues Teixeira alex.rodrigues.teixeira@educacao.mg.gov.br Rita de Cássia Cota e Souza ritacota1990@gmail.com Narayana Tamara de Podestá narayana.podesta@educacao.mg.gov.br Andréa Elizabeth Abreu Machado m.25.machado@gmail.com Laís Cristina Palhares Amaral lais.amaral@aluno.ufop.edu.br Jacyra Aparecida Meireles Rosa jacyyra@gmail.com Sara Helena Quintino sara.quintino@aluno.ufop.edu.br Marcela Alves de Lima Santos marcela_lima5@hotmail.com Marta Maria Neves Côrrea mmariancorrea@gmail.com Mariana Luz Patez mariana.patez@aluno.ufop.edu.br Rodolfo Luiz Souza Raimundo rodolfo.raimundo@aluno.ufop.edu.br Iasmin Islandia Domingos iasmin.domingos@aluno.ufop.edu.br Gabriela Guerra Leal de Souza gabriela.souza@ufop.edu.br <p>Este artigo apresenta um relato de experiência sobre a campanha CONEXÕES FORTES – SAÚDE MENTAL NAS ESCOLAS, realizada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) em setembro de 2025, no âmbito do projeto de pesquisa-intervenção "Saúde mental nas escolas e fora delas". O projeto tem por objetivo realizar a promoção da saúde mental e prevenção, com posvenção, do suicídio e autolesão. Financiado pela FAPEMIG e Fundação Gorceix, a iniciativa ocorre em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) e a Superintendência Regional de Ensino (SRE), em três escolas públicas de ensino médio nas cidades de Ouro Preto, Mariana e Itabirito, Minas Gerais. Após uma avaliação diagnóstica, a equipe identificou a urgência em investir no fortalecimento das relações entre os membros da comunidade escolar (estudantes, professores e familiares). A metodologia da campanha incluiu práticas educativas e de acolhimento: um "Café de boas-vindas" integrando os participantes, a distribuição das fitas amarelas CONEXÕES FORTES, como gesto prático de acolhimento mútuo e estabelecimento de vínculos fortes, além de treinamentos práticos de prevenção e salvamento de acidentes conduzidos pelo CBMMG. A ação demonstrou a urgência e a viabilidade da construção coletiva de formas efetivas de cuidado e acolhimento, reforçando a conexão da Universidade com a comunidade escolar.</p> 2026-03-04T18:04:08-03:00 Copyright (c) 2026 Aisllan Diego de Assis, Leandro de Carvalho Rodrigues, Dionello Magalhães Andrade , Dárlen Crísthiê Hermelinda Pena, Alex Rodrigues Teixeira, Rita de Cássia Cota e Souza , Narayana Tamara de Podestá, Andréa Elizabeth Abreu Machado, Laís Cristina Palhares Amaral , Jacyra Aparecida Meireles Rosa, Sara Helena Quintino , Marcela Alves de Lima Santos, Marta Maria Neves Côrrea, Mariana Luz Patez, Rodolfo Luiz Souza Raimundo , Iasmin Islandia Domingos, Gabriela Guerra Leal de Souza https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8278 Núcleo de estudos em panificação e empreendedorismo (NEPANE): 2026-03-22T11:29:48-03:00 Ana Beatriz Vieira Barbosa ana.bvb@aluno.ufop.edu.br Anna Luíza da Silva Félix anna.felix@aluno.ufop.edu.br Caroline Bastos da Silva caroline.bastos@aluno.ufop.edu.br Clara Pereira da Silva clara.ps@aluno.ufop.edu.br Filipe Laureano da Silva filipe.laureano@aluno.ufop.edu.br João Carlos Viana Malta joao.malta@aluno.ufop.edu.br Letícia Xavier Donato leticia.donato@aluno.ufop.edu.br Luciana Sant’Anna Costa luciana.anna@aluno.ufop.edu.br Mirella Rodrigues Fernandes da Silva mirella.silva@aluno.ufop.edu.br Reginaldo de Souza Monteiro reginaldomonteiro@ufop.edu.br Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br Patrícia Aparecida Pimenta Pereira patricia.pereira@ufop.edu.br Silvia Mendonça Vieira silvia.vieira@ufop.edu.br <p>O Núcleo de Estudos em Panificação e Empreendedorismo (NEPANE) foi criado em 2024, com o propósito de proporcionar aos estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) oportunidades de aprofundamento técnico e prático na área de panificação. A partir de uma perspectiva extensionista, o núcleo busca integrar ensino, pesquisa e extensão por meio de oficinas e cursos voltados à comunidade de Ouro Preto, Minas Gerais, promovendo a capacitação de empreendedores locais e a valorização das tradições alimentares regionais. Em 2025, o NEPANE passou a integrar o projeto de extensão Cia da Gente: arte, saúde e educação, ampliando seu impacto social por meio de ações voltadas à qualificação profissional e à segurança alimentar. As atividades desenvolvidas incluem oficinas de boas práticas de manipulação de alimentos, cursos de panificação e confeitaria, projetos de conclusão de curso e a produção do livro “Quitandas e quitandeiras de Antônio Pereira”. Diante do exposto, este artigo tem como objetivo relatar as ações realizadas pelo NEPANE entre 2024 e 2025, destacando seus resultados técnicos, sociais e formativos.</p> 2026-03-04T18:06:53-03:00 Copyright (c) 2026 Ana Beatriz Vieira Barbosa, Anna Luíza da Silva Félix, Caroline Bastos da Silva, Clara Pereira da Silva, Filipe Laureano da Silva, João Carlos Viana Malta, Letícia Xavier Donato, Luciana Sant’Anna Costa, Mirella Rodrigues Fernandes da Silva, Reginaldo de Souza Monteiro, Aisllan Diego de Assis, Patrícia Aparecida Pimenta Pereira, Silvia Mendonça Vieira https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8286 Conhecer para cuidar: 2026-03-22T11:29:46-03:00 Guilherme Gomes Reis guilherme.gr@aluno.ufop.edu.br Danielle Hollerbach danielle.hollerbach@aluno.ufop.edu.br Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br Graciella Santos de Oliveira Rodrigues graciella.rodrigues@ufop.edu.br <p>O envelhecimento populacional tem ocorrido simultaneamente a um aumento expressivo no número de idosos institucionalizados no Brasil, evidenciando a necessidade de ações voltadas ao cuidado integral e humanizado. Este estudo relata as experiências e estratégias desenvolvidas em um projeto de extensão realizado em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) localizada em Ouro Preto – MG, com o objetivo de promover o bem-estar, fortalecer vínculos e valorizar as trajetórias pessoais dos residentes. As atividades envolveram escuta sensível, registro e recontagem de histórias de vida, aplicação de escalas cognitivas e funcionais, revisão de medicações, elaboração de prontuários eletrônicos e realização de oficinas de arte, música e jogos. Observou-se melhora na interação entre residentes e equipe multiprofissional, maior engajamento dos idosos nas atividades propostas e fortalecimento dos laços afetivos no ambiente institucional. Conclui-se que a escuta ativa e o reconhecimento das histórias de vida contribuem significativamente para a humanização do cuidado e para a promoção da saúde mental e emocional dos idosos institucionalizados.</p> 2026-03-04T18:09:34-03:00 Copyright (c) 2026 Guilherme Gomes Reis, Danielle Hollerbach, Aisllan Diego de Assis, Graciella Santos de Oliveira Rodrigues https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8277 Quitandas e quitandeiras de Antônio Pereira: 2026-03-22T11:29:45-03:00 Bruna Alcântara Assis da Conceição bruna.conceicao@aluno.ufop.edu.br Camila Moura Linhares camila.ml@aluno.ufop.edu.br Débora dos Santos Mendes debora.sm@aluno.ufop.edu.br Luísa Mara Silva Amaral luisa.amaral@aluno.ufop.edu.br João Carlos Viana Malta joao.malta@aluno.ufop.edu.br Ramon Moreira de Azevedo ramon.azevedo@aluno.ufop.edu.br Zamara Vieira Vital zamara.vital@aluno.ufop.edu.br Ana Beatriz Vieira Barbosa ana.bvb@aluno.ufop.edu.br Gabriel Vasconcelos Gonçalves gabriel.vg@aluno.ufop.edu.br Letícia Xavier Donato leticia.donato@aluno.ufop.edu.br Paola Rezende do Nascimento Pedrosa paola.pedrosa@aluno.ufop.edu.br André Luís Silva andre.silva@ufop.edu.br Lucas Coutinho Figueira Pinto lucasdodireito@gmail.com Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br Patrícia Aparecida Pimenta Pereira patricia.pereira@ufop.edu.br Silvia Mendonça Vieira silvia.vieira@ufop.edu.br <p>Este artigo relata a experiência de um projeto de extensão universitária no distrito de Antônio Pereira, Ouro Preto, Minas Gerais, uma comunidade marcada pela dependência econômica e pelos impactos socioambientais da mineração. Com o objetivo de fomentar o empreendedorismo local e a segurança alimentar, o Núcleo de Estudos em Panificação e Empreendedorismo (NEPANE/UFOP) estabeleceu parceria com a Associação de Mulheres Empreendedoras (Empreendelas). A metodologia de atuação, entre 2022 e 2024, envolveu a realização de oficinas de produção de quitandas e capacitações em boas práticas de manipulação de alimentos. Como resultado central, a parceria culminou na elaboração do livro de receitas “Quitandas e quitandeiras de Antônio Pereira”, em 2025. O livro representa mais do que um registro técnico; ele valoriza a jornada, os saberes tradicionais e a memória afetiva das mulheres quitandeiras, configurando-se como uma ferramenta de resgate cultural e de empoderamento feminino e social na busca por alternativas econômicas.</p> 2026-03-04T18:12:56-03:00 Copyright (c) 2026 Bruna Alcântara Assis da Conceição, Camila Moura Linhares, Débora dos Santos Mendes, Luísa Mara Silva Amaral, João Carlos Viana Malta, Ramon Moreira de Azevedo, Zamara Vieira Vital, Ana Beatriz Vieira Barbosa, Gabriel Vasconcelos Gonçalves, Letícia Xavier Donato, Paola Rezende do Nascimento Pedrosa, André Luís Silva, Lucas Coutinho Figueira Pinto, Aisllan Diego de Assis, Patrícia Aparecida Pimenta Pereira, Silvia Mendonça Vieira https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8316 A Maleta Menstrual: 2026-03-22T11:29:22-03:00 Isabel Cristina de Almeida Prado belprado14@gmail.com Tatiana Wargas de Faria Baptista twargas@gmail.com Stephanie Tabois stephanie.tabois@univ-poitiers.fr <p>A educação menstrual, como uma ação pedagógica para a troca de informações sobre o ciclo menstrual e as diversas questões associadas, tem tido crescente interesse pela comunidade escolar e acadêmica, sobretudo com a emersão dos temas da pobreza e dignidade menstrual. Este artigo objetiva narrar sobre a criação afetiva e o aperfeiçoamento de uma técnica de educação menstrual em escolas: a Maleta Menstrual. O método utilizado é o relato de experiência da realização de quatro oficinas em três escolas públicas de Ouro Preto/MG, com estudantes do ensino fundamental, utilizando a técnica da maleta menstrual, que se baseia em metodologias ativas, dialogadas e participativas, onde através da escolha dos objetos da maleta pelos estudantes, são abordados temas sobre o ciclo hormonal, pobreza e dignidade menstrual, gestão do fluxo, anatomia.&nbsp;&nbsp; Os resultados demonstram que a técnica da maleta proporciona a abertura dos estudantes para o tema, desconstruindo tabus em torno da menstruação e do ciclo hormonal, proporcionando informações cruciais para a saúde menstrual e integral de crianças e adolescentes. Conclui-se que esta técnica grupal tem se demonstrado exitosa em suas potencialidades e qualidade, podendo ser reproduzida e aperfeiçoada em espaços diversos.</p> 2026-03-05T07:27:17-03:00 Copyright (c) 2026 Isabel Cristina de Almeida Prado, Tatiana Wargas de Faria Baptista, Stephanie Tabois https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8289 Vivências psicomotoras e acolhimento familiar: 2026-03-22T11:29:20-03:00 Yasmin Corcini Fortes de Paula yasmin.paula@aluno.ufop.edu.br Felipe Marciano de Lana Pinto felipe.marciano@aluno.ufop.edu.br Arthur Miguel Righi Pereira arthur.righi@aluno.ufop.edu.br Renata Caroline Paraguassu renata.paraguassu@aluno.ufop.edu.br Leidiane Delavali Soares leidiane.delavali@aluno.ufop.edu.br Stéfane Souza de Paula stefane.paula@aluno.ufop.edu.br Lara Marques Lacerda lara.lacerda@aluno.ufop.edu.br Ana Flávia Araújo ana.fa@aluno.ufop.edu.br Stephany Leoncio dos Santos Ferreira stephany.ferreira@aluno.ufop.edu.br Ana Luisa Silva Bastos ana.lsb@aluno.ufop.edu.br Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br Siomara Aparecida da Silva siomarasilva@ufop.edu.br <p>O presente artigo apresenta a criação e desenvolvimento do projeto de extensão <em>MiniMovers</em>, vinculado ao programa “Saúde em Movimento” da Universidade Federal de Ouro Preto. A iniciativa busca promover o desenvolvimento global de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, a partir de práticas psicomotoras realizadas em solo e na piscina, com base na Psicomotricidade. O projeto também valoriza o envolvimento das famílias, onde se tem conversas entre os responsáveis e monitores com trocas de experiências e a entrega de cadernos de registro, nos quais os responsáveis relatam percepções sobre o comportamento e o progresso das crianças. Recentemente, o<em> MiniMovers</em> passou a incluir atividades voltadas aos próprios familiares, com revezamento semanal dos espaços, fortalecendo vínculos e o bem-estar coletivo. A metodologia abrangeu o acompanhamento das atividades, a formação dos monitores e a análise dos impactos observados nas relações afetivas e motoras das crianças. Os resultados evidenciam avanços no comportamento, na autonomia e na socialização infantil, além da ampliação da rede de apoio familiar. Conclui-se que o projeto <em>MiniMovers</em> representa um espaço de acolhimento, escuta e transformação, onde o corpo, o brincar e o afeto são reconhecidos como elementos centrais do desenvolvimento humano.</p> 2026-03-05T07:33:12-03:00 Copyright (c) 2026 Felipe Marciano de Lana Pinto, Arthur Miguel Righi Pereira, Renata Caroline Paraguassu, Leidiane Delavali Soares, Stéfane Souza de Paula, Lara Marques Lacerda, Ana Flávia Araújo, Stephany Leoncio dos Santos Ferreira, Ana Luisa Silva Bastos, Aisllan Diego de Assis, Siomara Aparecida da Silva https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8276 “De volta ao Bonfim do Mato Dentro” - 2026-03-22T11:29:19-03:00 Sara Helena Quintino sara.quintino@aluno.ufop.edu.br Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br <p>O presente relato de experiência apresenta o processo de elaboração do “Guia histórico, ambiental e afetivo de Antônio Pereira: de volta ao Bonfim do Mato Dentro” no âmbito das ações extensionistas em comunidades atingidas por mineração e barragens. A comunidade de Antônio Pereira, em Ouro Preto - MG, é um exemplo paradigmático para se compreender os efeitos devastadores dessas práticas no meio ambiente, na cultura e na saúde física e mental dos moradores. O guia reúne dados históricos, socioculturais e ambientais da comunidade colhidos em trabalhos de campo por meio de metodologias participativas - rodas de diálogo, oficinas, mapeamento afetivo - articulando extensão universitária, pesquisa e práticas comunitárias, e produção colaborativa de conteúdos com a comunidade. Além de destacar bens e saberes patrimoniais do distrito, ele performa ainda como material didático e instrumento de mobilização sociocultural voltado à formação de agentes comunitários, educadores e profissionais da saúde, já que integra saberes aos vínculos comunitários naturais do território. Espera-se que sua circulação amplie o debate sobre saúde mental, racismo ambiental, práticas restaurativas e estratégias de acolhimento em contextos de vulnerabilidade, conduzindo assim práticas de cuidado no âmbito das ações ambientais e socioculturais de valorização cultural e patrimonial da comunidade.</p> 2026-03-05T07:47:43-03:00 Copyright (c) 2026 Sara Helena Quintino, Aisllan Diego de Assis https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8445 Cuidado farmacêutico humanizado em Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) em Ouro Preto, MG 2026-03-22T11:29:15-03:00 Wander de Jesus Jeremias wander.jeremias@ufop.edu.br Andressa Victória de Almeida andressa.victoria@aluno.ufop.edu.br Ana Carolina Rolim Silva ana.crs@aluno.ufop.edu.br Maria Clara Noronha maria.noronha@aluno.ufop.edu.br Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br <p>O envelhecimento populacional crescente demanda estratégias inovadoras de cuidado que integrem atenção à saúde física, cognitiva e emocional dos idosos. Este relato de experiência descreve a implementação do projeto <em>Doses de Cuidado</em> no Lar São Vicente de Paulo de Ouro Preto (MG), instituição filantrópica que abriga cerca de 50 idosos. A ação extensionista integra o projeto de extensão Cia da Gente: arte, saúde e educação, fruto da parceria entre a Fundação Gorceix e a Universidade Federal de Ouro Preto, que foi conduzido por estudantes de Farmácia, orientados por um docente, e uniu o acompanhamento farmacêutico humanizado a atividades lúdicas e de estimulação cognitiva. As ações incluíram consultas farmacêuticas, análise de prontuários e intervenções voltadas à revisão de terapias medicamentosas, associadas a dinâmicas de socialização. Observou-se melhora na interação entre residentes e as estudantes executoras do projeto, além de maior engajamento e bem-estar emocional dos participantes. O projeto visou contribuir para o uso racional de medicamentos, redução de potenciais problemas relacionados a fármacos e fortalecimento de vínculos afetivos. A experiência reforça a importância da atuação farmacêutica humanizada e interdisciplinar como promotora de qualidade de vida em instituições de longa permanência.</p> 2026-03-06T20:16:55-03:00 Copyright (c) 2026 Wander de Jesus Jeremias, Andressa Victória de Almeida, Ana Carolina Rolim Silva, Maria Clara Noronha, Aisllan Diego de Assis https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8290 Projeto Micela: 2026-03-22T11:29:35-03:00 Beatriz Aparecida Machado de Lima beatriz.aml@aluno.ufop.edu.br Hemilly Flores Gonçalves hemilly.goncalves@aluno.ufop.edu.br André Cirilo Alves de Moura andre.moura@aluno.ufop.edu.br Matheus Souza Campos matheus.campos1@aluno.ufop.edu.br Élyca Vieira de Castro elyca.castro@aluno.ufop.edu.br Erika Rodrigues Gonçalves erika.rodrigues@aluno.ufop.edu.br Evani Vitória Damasceno Botelho evani.botelho@aluno.ufop.edu.br Gabriel José Lucas Moreira gabriel.lucas@aluno.ufop.edu.br Luiz Tadeu Gabriel luiz.gabriel@aluno.ufop.edu.br Viviane Flores Xavier viviane.xavier@ufop.edu.br Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br Cláudia Martins Carneiro carneirocm@ufop.edu.br <p>Este trabalho relata a execução do projeto de extensão Micela, desenvolvido pela Enactus UFOP no distrito de Antônio Pereira, em Ouro Preto. A iniciativa surge para mitigar os impactos socioambientais da mineração, atividade que gera dependência econômica e limita alternativas de renda na região. Em parceria com a associação de mulheres “Mãos que Brilham”, o projeto utilizou o empreendedorismo social para promover o empoderamento feminino e práticas sustentáveis. O objetivo central foi fomentar a fabricação de saneantes a partir de óleo residual e cosméticos em embalagens retornáveis. A metodologia baseou-se na escuta ativa e em ações participativas, priorizando a revitalização do espaço produtivo e a segurança das associadas. Foram realizados minicursos de capacitação técnica e mutirões produtivos envolvendo oito estudantes e dez mulheres da comunidade. Como resultados, o projeto viabilizou a reforma estrutural da sede, incluindo captação de água da chuva, e a aquisição de matérias-primas. A ação consolidou uma produção sustentável capaz de gerar autonomia financeira e fortalecer o protagonismo feminino local. Conclui-se que o Micela promoveu a economia circular e a integração universidade-comunidade, proporcionando aos estudantes o desenvolvimento de competências técnicas e sociais essenciais, enquanto transformava a realidade socioeconômica das participantes através da ação empreendedora e da valorização humana.</p> 2026-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Beatriz Aparecida Machado de Lima, Hemilly Flores Gonçalves, André Cirilo Alves de Moura, Matheus Souza Campos, Élyca Vieira de Castro, Erika Rodrigues Gonçalves, Evani Vitória Damasceno Botelho, Gabriel José Lucas Moreira, Luiz Tadeu Gabriel, Viviane Flores Xavier, Aisllan Diego de Assis, Cláudia Martins Carneiro https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8300 Entre o sentir e o perceber: 2026-03-22T11:29:30-03:00 Manoela Ferreira manoela.ferreira1@aluno.ufop.edu.br Aisllan Assis aisllanassis@ufop.edu.br Siomara Silva siomarasilva@ufop.edu.br <p>O presente estudo teve como objetivo comparar a consciência interoceptiva de estudantes de uma universidade pública de Minas Gerais, Brasil, considerando diferentes características sociodemográficas e hábitos, buscando verificar se essas diferenças influenciam a percepção das sensações internas do corpo. Para a coleta, utilizou-se o questionário Multidimensional Assessment of Interoceptive Awareness (MAIA). A análise foi realizada no programa SPSS 20.0. A pesquisa contou com 300 participantes entre 18 e 44 anos (24 ± 3,99), em cursos das áreas de Ciências Exatas, Humanas e Biológicas. Os resultados mostraram que sexo, renda familiar e período de ingresso na universidade não apresentaram diferenças significativas. Por outro lado, hábitos como alimentação saudável e prática regular de atividade física se associaram a escores mais altos em “Regulação atencional”, “Autorregulação” e “Confiar”. A prática de ações relacionadas à espiritualidade apresentou escores superiores em “Consciência emocional” e “Autorregulação”. Estudantes que não compartilham a habitação tiveram maiores escores em “Notar” e “Consciência emocional”, os que relataram ter rede de apoio tiveram resultados mais altos em “Consciência emocional”. Conclui-se que habitação, rede de apoio e hábitos saudáveis são significativos para o desenvolvimento da consciência interoceptiva. Sugere-se estudos futuros que investiguem influências na consciência interoceptiva em diferentes contextos da vida universitária.</p> 2026-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Manoela Ferreira, Aisllan Assis, Siomara Silva https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8298 Circo da Vila: 2026-03-22T11:29:33-03:00 Rafael Leite Vieira rafael.lv@aluno.ufop.edu.br Lucas Egg Serra lucas.serra@aluno.ufop.edu.br Maria Luiza Teixeira do Amaral Maria.Ita@aluno.ufop.edu.br Hebertt de Souza Araújo hebertt.araujo@aluno.ufop.edu.br Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br <p>O presente artigo analisa as experiências formativas vivenciadas pelos arte-educadores do projeto de iniciação científica: Circo da Vila (UFOP/IFMG), localizado no bairro Vila Aparecida na cidade de Ouro Preto em Minas Gerais, buscando refletir suas ações. A metodologia do projeto Circo da Vila consiste na elaboração de atividades e ações extensionistas, fundamentadas nas artes circenses que visem incluir os educandos e a comunidade no processo formativo sociocultural, buscando acolher, formar e valorizar os conhecimentos prévios destes indivíduos, tendo como base a formação continuada dos educadores, visando a inserção dos educandos em espaços de produção de conhecimento e na resolução de conflitos. Como resultado, o projeto demonstra grande capacidade inclusiva, formativa e de integração entre as estruturas do Estado e a comunidade Vila Aparecida, além de revelar seu potencial na resolução de conflitos, um dos grandes problemas encontrados pelo corpo docente do projeto. Conclui-se, portanto, que o projeto Circo da Vila demonstra, em suas práticas extensionistas, grande contribuição para a inclusão de indivíduos historicamente expostos a vulnerabilidade promovendo acesso a processos de construção de conhecimento, e mantendo um caráter dialógico, que, por meio das artes circenses possibilita a formação psicomotora, cultural e ética dos participantes.</p> 2026-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Rafael Leite Vieira, Lucas Egg Serra, Maria Luiza Teixeira do Amaral, Hebertt de Souza Araújo, Aisllan Diego de Assis https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8285 Saúde mental nas escolas de ensino médio: 2026-03-22T11:29:38-03:00 Lais Cristina Palhares Amaral lais.amaral@aluno.ufop.edu.br Jacyra Aparecida Meireles Rosa jacyyra@gmail.com Andréa Elizabeth Abreu Machado m.25.machado@gmail.com Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br <p>O presente artigo narra o desenvolvimento da equipe de acolhimento do projeto de pesquisa-intervenção "Saúde Mental nas escolas e fora delas", realizado desde junho de 2024 em três escolas públicas estaduais de ensino médio nas cidades de Ouro Preto, Mariana e Itabirito, na Região dos Inconfidentes. A Equipe de Acolhimento tem o objetivo de acolher os participantes da pesquisa que apresentam demandas psicossociais ou sofrimento mental, além de buscar aprimorar os fluxos de acompanhamento de tais demandas junto ao corpo escolar; atuando na construção de estratégias de fortalecimento da rede intersetorial entre os serviços públicos de educação, saúde mental e assistência social e outros setores. Esta proposta está sendo construída em conformidade com dispositivos éticos, previstos na legislação de ética em pesquisa com seres humanos, com vistas à sua replicabilidade para promoção da saúde mental, prevenção da autolesão e abordagens do suicídio em consonância com a Lei nº 13.819/2019. O projeto de pesquisa prevê a realização de avaliações de saúde mental ao longo do período de execução das atividades, a análise das respostas obtidas revelou indicadores preocupantes relacionados ao sofrimento psíquico e à ideação suicida entre profissionais da educação e estudantes das escolas integrantes, com variações entre os municípios analisados.</p> 2026-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Lais Cristina Palhares Amaral, Jacyra Aparecida Meireles Rosa, Andréa Elizabeth Abreu Machado, Aisllan Diego de Assis https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8272 Mural da escola acolhedora: 2026-03-22T11:29:39-03:00 Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br Rosângela Minardi Mitre Cotta rmmitre@ufv.br Adriana Maria de Figueiredo adrianamfigueiredo@ufop.edu.br Siomara Aparecida da Silva siomarasilva@ufop.edu.br Marcela Alves de Lima Santos marcela_lima5@hotmail.com Marta Maria Neves Côrrea mmariancorrea@gmail.com Sara Helena Quintino sara.quintino@aluno.ufop.edu.br Laís Cristina Palhares Amaral lais.amaral@aluno.ufop.edu.br Jacyra Aparecida Meireles Rosa jacyyra@gmail.com Rafaela Cristina Rosa psicologarafaelar@gmail.com Maria José de Freitas mmariancorrea@gmail.com Stefhany Leôncio dos Santos Ferreira stephany.ferreira@aluno.ufop.edu.br Thales Lopes da Silva thales.lopes@aluno.ufop.edu.br Karine Marlleny Neves Côrrea karine.correa@aluno.ufop.edu.br Gabriel Vasconcelos Gonçalves gabriel.vg@aluno.ufop.edu.br <p>O presente relato de experiência apresenta a construção coletiva do Mural da Escola Acolhedora do curso de extensão Saúde Mental nas Escolas e Fora Delas, realizado entre 2023 e 2024 no distrito histórico de Antônio Pereira, Ouro Preto (MG). A culminância ocorreu no último encontro formativo no Centro Promocional e Educacional Padre Ângelo, reunindo 85 educadores, equipe organizadora e membros da comunidade. A metodologia adotada baseou-se em rodas de diálogo e na organização do mural em três colunas – “o que temos?”, “o que precisamos?” e “O que podemos construir?” – conforme previsto no manual pedagógico do curso. A análise de conteúdo dos resultados revelou uma sustentação afetiva escolar e comunitária forte, marcada por valores como amor, empatia e união, mas também carências estruturais e profissionais, como a ausência de apoio profissional especializado, a falta de espaços físicos adequados e de recursos financeiros. As propostas apresentadas indicam caminhos concretos de transformação, como a criação de espaços acolhedores, rodas de conversa e redes de apoio. O mural consolidou-se como prática pedagógica inovadora de escuta e planejamento coletivo, fortalecendo vínculos afetivos e intersetoriais, e projetando um modelo replicável para a construção de escolas mais inclusivas, resilientes e comprometidas com a promoção da saúde mental.</p> 2026-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Aisllan Diego de Assis, Rosângela Minardi Mitre Cotta, Adriana Maria de Figueiredo , Siomara Aparecida da Silva, Marcela Alves de Lima Santos, Marta Maria Neves Côrrea, Sara Helena Quintino , Laís Cristina Palhares Amaral , Jacyra Aparecida Meireles Rosa, Rafaela Cristina Rosa, Maria José de Freitas, Stefhany Leôncio dos Santos Ferreira, Thales Lopes da Silva, Karine Marlleny Neves Côrrea, Gabriel Vasconcelos Gonçalves https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8270 Oficinas de saúde mental e cuidado neurológicos na APAE de Ouro Preto, Minas Gerais: 2026-03-22T11:29:43-03:00 Gleidson Guilherme Carvalho da Silva gleidson.carvalho@aluno.ufop.edu.br Nicole Keller Silva Rabelo nicole.rabelo@aluno.ufop.edu.br Graciella Santos de Oliveira Rodrigues graciella.rodrigues@ufop.edu.br Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br <p>O presente estudo insere-se como a primeira etapa das Oficinas de Saúde Mental e Cuidado Neurológico da APAE de Ouro Preto, vinculado ao projeto de extensão Cia da Gente, cujo objetivo inicial foi diagnosticar a qualidade da gestão de informações para subsidiar um plano de cuidado robusto. O estudo visa à análise e contextualização da APAE de Ouro Preto, que, como instituição educacional, utiliza o sistema ARGUS, limitado ao registro da autonomia funcional (ex: 85,9% com locomoção independente). Esta limitação impede a construção de um cuidado integral, dada a alta complexidade clínica dos alunos. Trata-se de um estudo descritivo, quanti-qualitativo, baseado no cruzamento de 184 prontuários do ARGUS e do sistema de saúde, e-SUS. A análise comparativa revelou o sub-registro no ARGUS, com o e-SUS demonstrando maior capacidade de capturar comorbidades como Epilepsia (26,6%) e Obesidade (10,3%), e um sub-registro de medicamentos de 50,6% no ARGUS. Conclui-se que a integração entre ARGUS e e-SUS é essencial para corrigir lacunas informacionais e fortalecer o planejamento intersetorial. Este trabalho estabelece a base de dados fundamental para a organização e continuidade das Oficinas do Cuidado na APAE, garantindo maior precisão diagnóstica e segurança terapêutica.</p> 2026-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Gleidson Guilherme Carvalho da Silva, Nicole Keller Silva Rabelo, Graciella Santos de Oliveira Rodrigues, Aisllan Diego de Assis https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8288 Análise da qualidade de vida na comunidade do distrito histórico de Antônio Pereira, Ouro Preto, Minas Gerais 2026-03-22T11:29:36-03:00 Tatiele de Paula Sousa tatielesousa.med@gmail.com Sara Helena Quintino sara.quintino@aluno.ufop.edu.br Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br <p>Este estudo analisou a qualidade de vida dos moradores do distrito de Antônio Pereira, em Ouro Preto (MG), por meio do WHOQOL-BREF aplicado a 171 participantes. Foram avaliadas a percepção da qualidade de vida e a influência de fatores sociodemográficos — gênero, raça/cor, escolaridade e idade — nos domínios físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente. Os resultados indicaram que o domínio meio ambiente apresentou os menores escores, refletindo a insegurança associada à presença de barragem e à atividade minerária. Mulheres, pessoas pretas e indígenas, adolescentes e indivíduos com menor escolaridade apresentaram piores percepções de qualidade de vida, evidenciando desigualdades sociais, econômicas e ambientais. Em contrapartida, idosos, especialmente os superidosos, obtiveram melhores escores nos domínios psicológico e social, ressaltando a importância das redes de apoio. A escolaridade mostrou-se determinante, com melhores escores entre indivíduos com maior nível educacional. Conclui-se que fragilidades socioambientais e desigualdades estruturais impactam negativamente a qualidade de vida, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança, equidade social e melhoria das condições de vida, além da integração entre sustentabilidade ambiental, justiça social e promoção da saúde.</p> 2026-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Tatiele de Paula Sousa, Sara Helena Quintino, Aisllan Diego de Assis https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8306 Saúde Coletiva, Sistema Único de Saúde (SUS) e Sustentabilidade: 2026-03-22T11:29:23-03:00 Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br <p>O presente artigo aborda a tríade indissociável entre Saúde Coletiva, o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Sustentabilidade, defendendo conexões urgentes e necessárias para a construção de territórios saudáveis e sustentáveis (TSS). O objetivo central é fornecer material didático e de intervenção para estudantes, pesquisadores e comunidades, elucidando como o direito à saúde e a proteção ambiental se interligam no Brasil. A metodologia baseia-se em análise crítico-reflexiva, construída a partir da experiência docente, extensão universitária e pesquisa-intervenção no âmbito da Escola de Medicina e do Mestrado Profissional em Sustentabilidade da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). São discutidos os desafios impostos pelas crises sanitárias, mudanças climáticas, iniquidades sociais e fragilidades de financiamento do SUS, destacando-se como os TSS e a abordagem de "Saúde Única" (<em>One Health</em>) formam elos fundamentais entre saúde e sustentabilidade. Conclui-se que a sustentação da vida digna e a construção de territórios saudáveis dependem do fortalecimento e financiamento do SUS como plataforma de soberania nacional, além da articulação da Saúde Coletiva com movimentos sociais e práticas de sustentabilidade socioambiental. Tais elementos são cruciais para a valorização e defesa intransigente do direito constitucional à saúde e da preservação da vida no cenário brasileiro contemporâneo.</p> 2026-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Aisllan Diego de Assis https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8299 Teatro e acessibilidade: 2026-03-22T11:29:31-03:00 Emerson José da Silva emerson.jose@aluno.ufop.edu.br Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br <p>Este artigo apresenta uma reflexão teórico-prática sobre o projeto CIA da Gente, uma iniciativa de extensão desenvolvida na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Ouro Preto, Minas Gerais. O projeto propõe o teatro como ferramenta essencial de mediação pedagógica e de acessibilidade para pessoas com deficiência intelectual e múltipla, promovendo o desenvolvimento da autonomia, da autoestima e do sentimento de pertencimento. A metodologia empregada nas oficinas semanais se baseia em exercícios de psicomotricidade, improvisação e jogos teatrais, transformando o corpo em território de criação, memória e resistência. Teoricamente, o trabalho estabelece um diálogo profundo entre a experiência prática e os referenciais de Paulo Freire (Pedagogia do Oprimido) e Augusto Boal (Teatro do Oprimido), articulando conceitos-chave da educação inclusiva e libertadora. A análise demonstra que o processo teatral na APAE se configura como uma pedagogia do encontro e da escuta sensível, onde a diferença é reconhecida como origem de novas formas estéticas e de comunicação. Conclui-se que o teatro, ao construir a acessibilidade, transcende a mera expressão artística, afirmando-se como um instrumento potente de transformação social e subjetiva para toda a comunidade escolar.</p> 2026-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Emerson José da Silva, Aisllan Diego de Assis https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8271 Vigilância do suicídio em Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil: 2026-03-22T11:29:41-03:00 Renan Lima Vieira renan.vieira@aluno.ufop.edu.br Mariana Luz Patez mariana.patez@aluno.ufop.edu.br Andréa Elizabeth Abreu Machado m.25.machado@gmail.com Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br <p>O suicídio é um fenômeno complexo e multicausal, influenciado por fatores sociais, culturais, econômicos e psicológicos, exigindo uma análise abrangente para subsidiar políticas públicas eficazes. Em Ouro Preto, apesar do impacto das tentativas e mortes por suicídio, há escassez de estudos locais sobre o tema. Desde 2019, entretanto, desenvolve-se uma pesquisa-intervenção voltada à vigilância do suicídio e das lesões autoprovocadas, com construção coletiva das estratégias de enfrentamento no município. Este artigo apresenta os resultados da segunda fase desta pesquisa. Trata-se de um estudo documental e epidemiológico, baseado em dados agregados do SINAN e da Vigilância Epidemiológica de Ouro Preto, referentes ao período de 2022 a 2024. O objetivo foi analisar o processo de notificação das tentativas de suicídio e das autolesões no SUS e na comunidade. Os resultados apontam desafios, limitações e possibilidades de aprimoramento no registro das notificações. Observou-se aumento dos casos em 2024, com concentração das notificações de lesões autoprovocadas no bairro Bauxita. Destaca-se a dificuldade dos profissionais no preenchimento dos campos obrigatórios, contribuindo para subnotificações. O estudo reforça a relevância do tema no contexto local e a necessidade de aprofundar sua compreensão para orientar ações futuras de prevenção no município.</p> 2026-03-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Renan Lima Vieira, Mariana Luz Patez, Andréa Elizabeth Abreu Machado, Aisllan Diego de Assis https://periodicos.ufop.br/alemur/article/view/8305 Acesso à moradia tem cor?: 2026-03-22T11:29:17-03:00 Sabrina Costa costasabrina92@gmail.com Aisllan Diego de Assis aisllanassis@ufop.edu.br <p>O trabalho analisa a Política de Habitação de Interesse Social de Ouro Preto (MG), com foco no perfil das famílias atendidas sob o marcador de raça/cor. Fundamenta-se na dignidade da pessoa humana e nas funções sociais da cidade, articulando a exclusão histórica da população negra ao contexto contemporâneo, além de incorporar outros importantes marcadores sociais como gênero e renda. A análise qualitativa e descritiva decorre da atuação profissional do Serviço Social na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação. Utilizaram-se como instrumentos técnico-operativos: a entrevista social e formulários de cadastro de 150 famílias atendidas entre 2022 e 2023. Os resultados indicam que ações, como Auxílio Moradia e Regularização Fundiária, concentram-se em famílias autodeclaradas negras (pretas e pardas), evidenciando os efeitos do racismo estrutural e institucional no acesso à terra e moradia. Conclui-se que a efetividade das políticas habitacionais exige a incorporação de dimensões étnico-raciais e interseccionais no planejamento urbano para a promoção da justiça social e o enfrentamento ao racismo ambiental.</p> 2026-03-06T17:29:40-03:00 Copyright (c) 2026 Sabrina Costa, Aisllan Diego de Assis