A Ars Moriendi de Machado de Assis: a busca por kléos nas Memórias Póstumas de Brás Cubas

Authors

DOI:

https://doi.org/10.58967/caletroscopio.v6.n1.2018.3809

Keywords:

Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Recepção clássica, Morte, Kléos

Abstract

Pretendo apresentar de que modo Machado de Assis dialoga com suas influências clássicas em Memórias Póstumas a partir de um dos principais móbiles textuais que perpassa todo o texto, a saber, a morte de Brás Cubas. Para tanto, recorro à tópica da glória (kléos), vigente, por exemplo, na poética de Homero, Píndaro e Horácio, mapeando a maneira pela qual Machado se apropria desses expedientes, fazendo uma releitura de sua aplicabilidade e de suas consequências, ao mesmo tempo em que os recontextualiza para um cenário não mais épico.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • Pedro Barbieri, University of São Paulo
    Mestrando na área de Letras Clássicas na Universidade de São Paulo

References

ASPER, M. “Dimensions of Power: Callimachean Geopoetics and the Ptolemaic Empire”. In: ACOSTA-HUGHES, B.; LEHNUS, L. STEPHENS, S. (eds.). Brill’s Companion to Callimachus. Leiden, Boston: Brill, 2011, pp. 155-77. ASSIS, M. DE. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 5ª ed. Apresentação e notas Antônio Medina Rodrigues. São Paulo: Ateliê Editorial, 2012. BENNETT, C. E. Horace. Odes and Epodes. Cambridge: Harvard University Press, 1960, p. 278. CALAME, C. “Myth and Performance on the Athenian Stage: Praxithea, Erechtheus, Their Daughters, and the Etiology of Autochthony”. Classical Philology, vol. 106, no. 1, 2011, pp. 1-19. COMPER, F. M. (ed.) The Book of the Craft of Dying and Other Early English Tracts Concerning Death. London, New York, etc.: Longmans, Green, and Co., 1917. CURTIUS, E. R. Literatura Europeia e Idade Média Latina. Tradução Teodoro Cabral (com a colaboração de Paulo Rónai). São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013. DE JONG, I. J. F. “The Homeric Narrator and His Own Kleos”. Mnemosyne, vol. 59, fasc. 2, 2006, pp. 188-207. DETIENNE, M. Mestres da Verdade na Grécia Arcaica. Prefácio de Pierre Vidal-Naquet e tradução de Ivone C. Benedetti. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013. FELSON, N. & PARMENTIER, R. J. “The ‘Savvy Interpreter’: Performance and Interpretation in Pindar’s Victory Odes”. Signs and Society, vol. 3, no. 2, 2015, pp. 261-305. GORDON, P. “On ‘Black Athena’: Ancient Critiques of the ‘Ancient Model’ of Greek History”. The Classical World, vol. 87, no. 1, 1993, pp. 71-2. HARDER, A. “The Invention of Past, Present and Future in Callimachus' Aetia”. Hermes, 131. jahrg., h. 3, 2003, pp. 290-306. HERÓDOTO. História, 2ª ed. Tradução de Mário da Gama Kury. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1988. FLOYD, E. D. “Kleos Aphthiton: An Indo-European Perspective on Early Greek Poetry”. Glotta, 58 bd., 3/4 h., 1980, pp. 133-57. NAGY, G. “The Epic Hero”. In: FOLEY, J. M. (ed.). A Companion to Ancient Epic. Oxford: Blackwell Publishing, 2005, pp. 71-89. RODRIGUES, A. M. “Forma e Sentido em Memórias Póstumas de Brás Cubas”. In: ASSIS, M. DE. Memórias Póstumas de Brás Cubas, 5ª ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2012. MEYER, A. “O Homem Subterrâneo”. In: Textos críticos. Organização de João Alexandre Barbosa. São Paulo: Perspectiva, 1986. SCODEL, R. “Aetiology, Autochthony, and Athenian Identity in Ajax and Oedipus Coloneus”. Bulletin of the Institute of Classical Studies, supplement no. 87, 2006, pp. 65-78. SEGAL, C. “Kleos and Its Ironies in the Odyssey”. L’Antiquité Clássique, t. 52, 1983, pp. 22-47. SOUZA, E. Horizonte e Complementaridade. Sempre o Mesmo Acerca do Mesmo. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2002. TODD, S. C. A Commentary on Lysias: Speeches 1-11. Oxford: Oxford University Press, 2007.

Published

2018-09-28

Issue

Section

Artigos - Dossiê