O Lima Barreto marfuziano:

personagem a construir

Autores

DOI:

10.58967/caletroscopio.v14.n1.2026.8347

Palavras-chave:

Diários; Rapsódia; Negritude; Lima Barreto; Luiz Marfuz.

Resumo

O presente artigo faz uma análise da peça Traga-me a cabeça de Lima Barreto! (2022), de Luiz Marfuz (1954-), ancorada no operador de leitura rapsódia (Sarrazac, 2002). Nesse diapasão, identifica-se as intertextualidades presentes no texto da peça com os textos nos quais ela foi baseada: os dois diários, Diário Íntimo ([1953] 2025) e Diário do Hospício, ([1953] 2017) e a novela, O Cemitério dos Vivos ([1953] 2017), obras autobiográficas de Lima Barreto (1881-1922). Metodologicamente, faz-se o estudo do gênero diário a partir de Alberto Giordano (2017), o estudo da personagem a partir de Marfuz (2013) e o estudo de negritude e do antirracismo a partir de Franz Fanon (2020). Objetiva-se identificar os pontos de intercessão entre as quatro obras e, sobretudo, investigar a figura de Lima Barreto que perpassa os três textos autobiográficos e como ele é abordado como personagem de si e retomado como personagem histórico por Marfuz.  

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Referências

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Publicado

2026-09-18