A espinafração da burguesia
Oswald de Andrade e O Rei da Vela
DOI:
10.58967/caletroscopio.v14.n1.2026.8476Palabras clave:
Literatura Brasileira, Teatro, Modernismo, Oswald de Andrade, O Rei da VelaResumen
Neste artigo, proponho uma reflexão sobre a peça O Rei da Vela, escrita em 1933 e publicada em 1937 por Oswald de Andrade. Inicialmente, apresento detalhes da relação de Oswald com o teatro, assim como algumas peças de sua autoria, para discutir, em seguida, a virada ideológica do escritor na década de 1930. Depois, analiso o primeiro ato de O Rei da Vela, destacando a importância do termo “espinafração”, que define a maneira como Oswald ridiculariza a burguesia e constrói sua crítica social, valorizando o humor de fundo popular, circense e medieval. Ao abordar o segundo ato da peça, comento a caracterização dos personagens e a elaboração do cenário, visto como alegoria do Brasil. No exame do terceiro e último ato, sinalizo como Oswald emprega técnicas teatrais modernas e questiona estruturas sociais, como a colonização, o capitalismo e o imperialismo. Por fim, discorro sobre as montagens que o Teatro Oficina fez de O Rei da Vela em 1967 e 2017.
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