Respostas no tempo: relação mnemônica entre Cartas Chilenas e Resposta às Cartas Chilenas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.58967/caletroscopio.v1.n1.2012.3552

Palavras-chave:

Linguagem e Memória, Dialogismo, Estratégias Retóricas, Semiolinguística

Resumo

No presente artigo, focalizamos a relação mnemônica entre Cartas Chilenas, obra setecentista atribuída a Tomás Antônio Gonzaga, e Respostas às Cartas Chilenas, do poeta Napoleão Valadares, escrita em 1991. Situando-nos no âmbito dos estudos da linguagem, optamos por uma via discursiva para descrição e interpretação dessa relação, em que se realçam aspectos literários, sociopolíticos e culturais da memória. Para isso, aproximamos as noções de dialogismo (Bakhtin) e de memória (Charaudeau), com destaque para as três dimensões desta: a memória de signos, a memória de situações e a memória de discursos. Percebemos que a inserção de Respostas às Cartas Chilenas na memória faz emergir – em meio à tradição satírica e denúncias do mau governo – um conjunto de valores sociopolíticos encenados como argumentos de combate ao governo do então presidente Fernando Collor de Mello. Assim, a relação mnemônica entre tais obras contribui para o projeto persuasivo de Valadares.

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Publicado

2012-12-03

Edição

Seção

Artigos