https://periodicos.ufop.br/caletroscopio/issue/feedCaletroscópio2026-02-04T09:17:46-03:00Profª Carolina Anglada e Profª Rómina Laranjeiracaletroscopio@ufop.edu.brOpen Journal Systems<p style="text-align: justify;">ISSN: 2318-4574<br>O Periódico tem como objetivo promover e divulgar pesquisas no âmbito da linguagem em geral e, mais especificamente, nas áreas dos estudos linguísticos e literários e linguística aplicada, em suas interfaces com abordagens da memória cultural, da tradução e das práticas discursivas.<br>Publicação do Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos da Linguagem (PosLetras) do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).<br>Periodicidade semestral.</p>https://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8463Editorial da revista 2026-02-04T09:17:46-03:00Rómina de Mello Laranjeiraromina.laranjeira@ufop.edu.brCarolina Anglada de Rezendecarolina.anglada@ufop.edu.br2026-02-03T18:37:13-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8464Editorial do dossiê temático2026-02-03T21:29:26-03:00Kleber Aparecido da Silva kleberunicamp@yahoo.com.brPaula Cobuccipaulacobucci@gmail.comJoaquim Dolzjoaquim.dolz-mestre@unige.ch2026-02-03T18:38:04-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8093Práticas docentes em classes de alfabetização:2026-02-03T21:29:26-03:00Emely Crystina da Silva Vianaviana.emely13@gmail.comPaula dos Santos Rêgo Cardosoacademicopsrc@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho analisa a atenção dada às variações linguísticas em classes de alfabetização. Trata-se de um estudo etnográfico de abordagem qualitativa, com observações participantes e entrevistas (Lüdke; André, 2022) realizadas com professoras alfabetizadoras de uma escola da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, ao longo de 2024. Refletimos sobre o reconhecimento da variedade linguística como expressão identitária de estudantes migrantes, bem como sobre práticas docentes e a mediação do erro no processo de alfabetização, com base em Bortoni-Ricardo (2004; 2025) e Dolz, Silva e Cobucci (2023). Os resultados indicam que as práticas docentes observadas favorecem a mediação do erro como recurso formativo; e que a solidão do trabalho docente e o acúmulo de demandas podem levar a intervenções que distanciam-se do reconhecimento da variação linguística como expressão identitária, assim, destacamos a importância de reconhecer e acolher as variações linguísticas como expressão identitária, assim como de mediar o erro nas práticas docentes considerando as variedades linguísticas.</span></p>2026-02-03T18:42:06-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8065A variação de segunda pessoa do singular na sala de aula dos anos finais do ensino fundamental da rede municipal de Itajaí, SC2026-02-03T21:29:26-03:00Cleber Novais de Souzasouzacn@outlook.comIsabel de Oliveira e Silva Monguilhottisabelmonguilhott@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Apresentamos, neste artigo, os resultados de uma pesquisa acerca da variação dos pronomes </span><em><span style="font-weight: 400;">tu</span></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><span style="font-weight: 400;">você</span></em><span style="font-weight: 400;"> na posição de sujeito na fala e na escrita de alunos de oitavo e nono anos de uma escola da rede pública municipal de Itajaí, SC. Para tanto, recorremos aos pressupostos da Teoria da Variação e Mudança Linguística (conforme Weinreich, Labov e Herzog (2006 [1968]) e Labov (2008 [1972]). Investigaram-se, no condicionamento do fenômeno, variáveis linguísticas (preenchimento do sujeito; concordância verbal; traço semântico; gênero do discurso) e extralinguísticas (local de nascimento do aluno; sexo; indivíduo). Foram coletados 3558 dados, dos quais 65% foram do pronome </span><em><span style="font-weight: 400;">você</span></em><span style="font-weight: 400;"> e 35% do pronome </span><em><span style="font-weight: 400;">tu </span></em><span style="font-weight: 400;">na função sintática de sujeito. Realizamos análise quantitativa e qualitativa dos dados, além de propormos uma unidade de ensino para o trabalho a partir dos usos variáveis com vistas à ampliação dos conhecimentos dos estudantes acerca da variação linguística.</span></p>2026-02-03T18:44:17-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8091Para o fortalecimento de uma pedagogia da variação linguística2026-02-04T09:04:14-03:00Marcus Garcia de Senemarcus.sene@upe.brFernando Augusto de Lima Oliveirafernandooliveira@upe.br<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo tem como objetivo analisar o tratamento da variação linguística na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), à luz dos pressupostos da Sociolinguística Educacional e da Pedagogia da Variação Linguística, identificando limites e potencialidades para sua transposição didática no ensino de Língua Portuguesa. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza documental, desenvolvida no âmbito do projeto “Bases para uma pedagogia da variação linguística: língua, variação e valores sociais (2024–2025)”. A análise evidencia que, embora a BNCC reconheça a diversidade linguística em diferentes etapas da Educação Básica, suas orientações tendem a assumir caráter generalista, favorecendo leituras normativas ou reducionistas da variação. Como encaminhamento, o estudo propõe a organização das habilidades em quatro eixos articuladores e defende a centralidade da formação docente para a efetivação de uma pedagogia da variação, orientada pela justiça sociolinguística e pelo empoderamento dos sujeitos escolares.</span></p> <p> </p>2026-02-03T18:46:23-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8090O viés normativista subjacente à BNCC2026-02-03T21:29:27-03:00Gabriela Tornquist Mazzaferrogabrielatornquist@unipampa.edu.brLeonor Simionileonorsimioni@unipampa.edu.brCamila Witt Ulrichcamilaulrich@unipampa.edu.br<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho discute o papel da redação das habilidades da BNCC (Brasil, 2018) na manutenção do ensino tradicional de gramática. Em Ulrich, Mazzaferro e Simioni (2023), verificamos que essa redação pode estar influenciando o tratamento de fenômenos variáveis em livros didáticos. Assim, propomos: i) identificar e categorizar as habilidades da BNCC referentes a conteúdos gramaticais; ii) analisar a redação dessas 70 habilidades; iii) discutir a abordagem de dois conteúdos gramaticais em livros didáticos. Constatamos que i) Fonologia e Semântica praticamente inexistem no documento; há abordagem de Morfologia e Sintaxe, mas é insuficiente e, muitas vezes, normativa e arbitrária; ii) a redação das habilidades prioriza verbos como “reconhecer” e “identificar”; iii) os comentários ao professor mencionam análises modernas, mas o conteúdo dos livros é baseado na gramática tradicional. Concluímos que isso é consequência do vácuo teórico causado pelo tratamento da gramática como conhecimento auxiliar à leitura e produção textual na BNCC.</span></p>2026-02-03T18:47:18-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8080O tratamento da variação linguística na Base Comum Curricular Nacional e no Documento Curricular Territorial Maranhense à luz da Sociolinguística Educacional2026-02-03T21:29:27-03:00Wendel Silva dos Santoswendel.silva@ufma.brErmelindo Ramos e Ramos Júniorermelindo.rrj@discente.ufma.br<p>Este estudo se ocupa em analisar dois dos documentos que norteiam o ensino de língua portuguesa no Maranhão. Especificamente, investiga-se como o tema da variação linguística é abordado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no Documento Curricular Territorial Maranhense (DCTMA). Discute-se como a pesquisa pioneira produzida por Bortoni-Ricardo (2004) contribui para a construção das orientações de ambos os documentos. Apoia-se teoricamente nos pressupostos da sociolinguística variacionista (Labov, 2006[1968]; 2008[1972], e da chamada sociolinguística educacional (Bortoni-Ricardo, 2004; 2005; 2025; Zilles; Faraco, 2015), que busca uma efetiva operacionalização de um ensino de língua portuguesa igualitária e democrática. Metodologicamente, propõe-se uma análise da BNCC e do DCTMA, de modo a verificar, em tais documentos, como o aspecto da variação linguística é abordada, pautando-se nas orientações de Bortoni-Ricardo (2004), notadamente os contínua da variação linguística.</p>2026-02-03T18:48:07-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8197Ciência e a Educação Cidadãs2026-02-03T21:29:27-03:00Viviane Cardaçovivianedesouzacardacosc@gmail.comJuliana Barbosajulianabertucci@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo investiga crenças e atitudes linguísticas de estudantes do Ensino Médio da Educação Básica de duas escolas públicas do interior de Minas Gerais (Uberaba, MG), tendo como foco a variação linguística, a diversidade linguística e cultural brasileira, a Linguística e sua relação com a Ciência. Ancorada nos pressupostos da Sociolinguística Educacional e nos estudos sobre crenças e atitudes linguísticas, a pesquisa também dialoga com a divulgação científica em Linguística como estratégia de letramento científico e de aproximação entre saberes acadêmicos e populares. Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem quanti-qualitativa, com a aplicação de questionário e entrevista, culminando na produção do vídeo documentário intitulado </span><em><span style="font-weight: 400;">Desacento: Entre o que se fala e o que se cala </span></em><span style="font-weight: 400;">(2025), concebido como produto de divulgação científica. Os resultados evidenciam que a ausência de reflexões sistemáticas sobre variação linguística e diversidade nos currículos escolares contribui para a manutenção de estigmas e preconceitos linguísticos, impactando a construção identitária dos estudantes. Conclui-se que a inserção da Linguística no espaço escolar é fundamental para a promoção de uma educação linguística crítica, inclusiva e comprometida com o respeito à diversidade e à justiça social.</span></p>2026-02-03T18:48:41-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8127Tabus linguísticos e a Pragmática de Libras2026-02-03T21:29:27-03:00Neemias Gomes Santana miasunb@gmail.comGláucio Castro Júnior librasunb@gmail.comDaniela Prometi danielaprometi@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo destaca a relevância de compreender os mecanismos linguísticos envolvidos na Língua Portuguesa e na Língua de Sinais Brasileira (Libras), com foco nas implicações Sociolinguísticas e na inclusão da pessoa Surda. A partir de uma abordagem qualitativo-interpretativista, analisa-se como ocorre os termos tabu, considerando fatores sociais, discursivos, emocionais e identitários. A pesquisa evidencia que a tradução desses termos, muitas vezes estigmatizados, é essencial para fortalecer a expressividade e a representatividade cultural da Comunidade Surda. Além disso, ressalta-se que a construção de um vocabulário mais completo e inclusivo em Libras depende da incorporação crítica desses elementos no ensino da língua. O estudo defende que a superação de tabus linguísticos contribui para práticas linguísticas mais realistas e respeitosas, promovendo a inclusão e o diálogo entre diferentes comunidades linguísticas. </span><span style="font-weight: 400;">A complexidade dessa questão, aliada à escassez de pesquisas linguísticas sobre o uso de termos tabus na Libras, destaca a necessidade urgente de investigações mais aprofundadas e específicas que explorem as dinâmicas Sociolinguísticas envolvidas. Este estudo propõe, assim, um avanço nas discussões sobre a pragmática de Libras, sugerindo que a língua de sinais seja mapeada de maneira mais abrangente e crítica, especialmente no que tange aos termos tabu e à sua relação com o contexto sociocultural da comunidade Surda. </span><span style="font-weight: 400;">Conclui-se que é urgente ampliar as investigações sobre as interfaces Sociolinguísticas entre a Libras e o Português.</span></p>2026-02-03T18:49:20-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8075Entre línguas e sentidos2026-02-03T21:29:27-03:00Ana Carolina Ferreira de Barrosbarros.ana@sou.ufac.br<p><span style="font-weight: 400;">A escrita de estudantes surdos em língua portuguesa, no contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA), costuma ser avaliada a partir de critérios normativos, o que ignora atravessamentos linguísticos e identitários próprios desses sujeitos. Este estudo objetiva analisar traços de sentido e modos de textualização em textos produzidos por um estudante surdo no processo de aprendizagem do português como L2. Fundamenta-se nas concepções de linguagem como enunciado situado (Bakhtin, 2016), no bilinguismo na educação de surdos (Quadros, 1997; 2017a; 2017b; Gesser, 2009) e nos atravessamentos linguísticos e autoria surda (Costa; Vargas; Souza, 2022). A pesquisa, de abordagem qualitativa, configura-se como estudo de caso, com análise de três textos de um aluno do Ensino Médio da EJA em uma escola pública do norte do país. Os resultados revelam autoria, coerência temática e estratégias legítimas de significação, indicando que a escrita de surdos deve ser reconhecida como prática discursiva bilíngue.</span></p>2026-02-03T18:50:00-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8225Sociolinguística Educacional e a Formação de Cidadãos Críticos no Brasil2026-02-03T21:29:27-03:00Joaquim Dolzjoaquim.dolz-mestre@unige.chKleber Aparecido da Silva kleberunicamp@yahoo.com.brPaula Cobuccipaulacobucci@gmail.com<p>Nesta entrevista, a professora Stella Maris Bortoni-Ricardo compartilha sua trajetória acadêmica e intelectual, marcada por uma contribuição decisiva à Sociolinguística e, em especial, à Sociolinguística Educacional no Brasil. Ao revisitar seus estudos fundadores, obras centrais e metodologias inovadoras — como o modelo dos contínuos e das redes sociais —, a pesquisadora reflete sobre os impactos de suas publicações no ensino de língua materna, no combate ao preconceito linguístico e na formação crítica de professores. O diálogo evidencia como sua produção articula teoria e prática, com forte compromisso ético e político com a inclusão social e educacional, constituindo um legado que se projeta no futuro dos estudos linguísticos e das políticas de ensino no país.</p> <p> </p>2026-02-03T18:51:27-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8120Fluência de leitura2026-02-03T21:29:27-03:00Carla Cristina Fernandes Monteiroccm@esepf.ptFernanda Leopoldina Parente Vianafviana@ie.uminho.pt<p><span style="font-weight: 400;">O interesse pela fluência de leitura intensificou-se após o relatório do </span><em><span style="font-weight: 400;">National Reading Panel</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2000), com repercussões na investigação e nas políticas educativas de muitos países. Na primeira parte deste artigo, é efetuada uma análise das componentes do Modelo Simples de Leitura, sendo apresentada uma breve síntese da investigação sobre o contributo da fluência para o desempenho em leitura. Na segunda parte, são descritas práticas pedagógicas eficazes, dando exemplos para a sua operacionalização em sala de aula, no contexto da língua portuguesa. Defende-se que esta operacionalização seja feita por infusão curricular, atendendo a um conjunto de premissas: a) ser efetuada de forma sistemática; b) ser implementada de modo a evitar ao máximo a exposição pública de leitores ainda muito pouco fluentes; c) recorrer a textos com potencial motivador e adequados ao nível de proficiência que vai sendo sucessivamente atingido pelos alunos. A proposta articula teoria e prática numa perspetiva didática.</span></p>2026-02-03T18:52:01-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/7504Uma abordagem lúdica para o ensino da estrutura da oração em língua portuguesa2026-02-03T21:29:28-03:00Elisa Augusta Lopes Costaelisalopes@ufpa.br<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo apresenta uma proposta para o ensino de gramática da Língua Portuguesa baseada nos pressupostos da Educação Lúdica mediada por Recursos Visuais Analógicos (Costa, 2018) e associada às metodologias do Laboratório Gramatical (Duarte, 2008), Aprendizagem Ativa (Pilati, 2017) e Aprendizagem Significativa (Ausubel, 2003). O trabalho destaca a relevância da aprendizagem da gramática para melhor compreensão dos textos, abarcando aspectos relacionados ao desenvolvimento da consciência linguística. Apresenta-se uma sequência didática para o ensino da estrutura básica da oração em língua portuguesa (constituída pela formação SVC: Sujeito – Verbo – Complemento). Abordando o tema a partir de textos previamente selecionados, a sequência culmina com a aplicação do jogo didático </span><em><span style="font-weight: 400;">Trio Sintático</span></em><span style="font-weight: 400;">, elaborado com materiais analógicos – fichas cartonadas e painéis verticais de papelão - cujo objetivo instrucional é a formação de frases gramaticalmente corretas com sujeito, verbo e complemento, reforçando os conceitos básicos de concordância e regência verbal. Espera-se que os alunos adquiram um conhecimento explícito acerca dos conteúdos abordados, de modo a utilizá-los corretamente em outras situações, na escola e fora dela.</span></p>2026-02-03T18:52:29-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/7344Autodidatismo como potencializador da aprendizagem de línguas2026-02-03T21:29:28-03:00Akico Koiama Santos Ferreiraaky_koiama@hotmail.comLeda Regina de Jesus Coutolcouto@uneb.br<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do interesse em aprender uma língua estrangeira por grande parte da população, há impedimentos para alcançar a proficiência, que perpassam pela má qualidade de ensino de línguas nas escolas, falta de acesso a cursos privados, mau uso das TDICs (Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação), bem como, não ter estratégias adequadas para estudar de forma autodidata. </span><span style="font-weight: 400;">Assim sendo, propomos, neste trabalho, analisar o fenômeno autodidata através de uma pesquisa qualitativa com estudo de casos de três pessoas que alcançaram a competência comunicativa na língua inglesa. Assim sendo, foram conduzidas entrevistas com três egressas de cursos de Letras Inglês de universidades brasileiras. Neste documento, apresentamos um recorte focado em itens relacionados às habilidades de comunicação e compreensão, além do uso de recursos tecnológicos no processo de aprendizagem de línguas. Para discussão das temáticas, baseamo-nos em referenciais teóricos sobre aprendizagem de línguas </span><span style="font-weight: 400;">(Hymes, 1979; Paiva, 2009; 2010; 2012), uso de tecnologias na aprendizagem (Monico, 2017; Moura; Moura, 2024) e autodidatismo (Tavares, 2015). </span><span style="font-weight: 400;">Os relatos apresentados por cada participante mostraram que no estudo autônomo de línguas, com persistência e através de estratégias de aprendizagem, é possível obter resultados satisfatórios na busca da proficiência. </span></p>2026-02-03T18:52:53-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópiohttps://periodicos.ufop.br/caletroscopio/article/view/8188Capacitar professores para a diversidade linguística2026-02-03T21:29:28-03:00Fausto Caelsfausto.caels@ipleiria.ptCatarina Mangascatarina.mangas@ipleiria.ptMarta Alexandremarta.alexandre@ipleiria.ptSara Malheiros_malheiro_41@hotmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O sistema educativo português enfrenta desafios significativos devido à crescente diversidade linguística e cultural, tendo aumentado em 160% o número de alunos estrangeiros matriculados no Ensino Básico e Secundário nos últimos cinco anos. Parte expressiva destes alunos faz uso do Português como Língua Não Materna (PLNM) e o seu sucesso educativo depende tanto da sua familiaridade com os usos escolares da língua portuguesa, como da capacidade dos professores para atuar eficazmente em contextos multilingues. Neste estudo, analisam-se as necessidades formativas docentes, a partir de um inquérito realizado em dois agrupamentos escolares cujos resultados evidenciam uma lacuna formativa crítica, com apenas 2% dos inquiridos a possuírem formação prévia em PLNM, aliada à escassez de recursos pedagógicos e à necessidade de maior apoio institucional. Como possível resposta, descreve-se um programa de capacitação implementado nos referidos agrupamentos, centrado em estratégias integradas de ensino de conteúdo e de língua, discutindo-se a sua estrutura, os seus pressupostos teórico-metodológicos e o trabalho realizado pelos formandos.</span></p>2026-02-03T19:07:13-03:00Copyright (c) 2026 Caletroscópio