A verbo-visualidade na cena duplamente interpretada:
performance e tradução-interpretação teatral em Libras de “Chico e Flor”
DOI:
10.58967/caletroscopio.v14.n1.2026.8440Palavras-chave:
Tradução-Interpretação Teatral; Libras; Verbo-visualidade; Acessibilidade Cultural; Performance.Resumo
Este artigo investiga a atuação de dois tradutores-intérpretes de língua brasileira de sinais e língua portuguesa (TILSP) no espetáculo “Chico e Flor”, da Cia. Biruta de Teatro (Petrolina-PE), sob a lente da perspectiva dialógica da linguagem. O objetivo é analisar como o conceito de verbo-visualidade se manifesta na tradução-interpretação performática. Metodologicamente, trata-se de um estudo de caso qualitativo e descritivo, apresentando a companhia, o espetáculo e os agentes nos excertos selecionados. A análise de registros fotográficos e dramatúrgicos demonstra que a verbo-visualidade ocorre na fusão inseparável entre sinais, expressões faciais, uso de classificadores (linguístico) e a integração ao cenário e à estética da obra (visual). Conclui-se que a atuação dos profissionais intérpretes transcende a mediação interlingual e intermodal, configurando-se como uma “dupla interpretação” (interlingual e performática) que estabelece o TILSP como agente cênico e não um apêndice de acessibilidade.
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Referências
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