Jusqu'au bord de son ravin, Wajdi Mouawad

Autores

  • Raíssa Palma de Araújo e Souza UNB - Universidade de Brasília

DOI:

10.58967/caletroscopio.v14.n1.2026.8490

Palavras-chave:

Escrita;, Ravina;, Memória.

Resumo

A obra Jusqu’au bord de son ravin, de Wajdi Mouawad, reúne suas lições proferidas em 2025 no Collège de France, explorando a escrita como um risco absoluto. O autor propõe que escrever não se ensina, sendo antes uma “queda no vazio” que exige o apagamento da razão para acessar a sombra interior, enraizada na violência da história. Estruturado em oito verbos fundamentais: ser, ver, tremer, escolher, encontrar, consolar, amar e morrer, o livro entrelaça a biografia do autor com reflexões políticas profundas. Mouawad subverte a máxima de Adorno, afirmando que, após Auschwitz e diante de Gaza, apenas a palavra poética é possível e necessária. O ato de contar histórias torna-se um dever ético de resistência contra a barbárie e o esquecimento. Em última análise, a obra é um manifesto sobre a dignidade humana através da linguagem.

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Referências

MOUAWAD, Wajdi. Jusqu’au bord de son ravin : les verbes de l’écriture. Paris: Éditions du Seuil, 2025. MOUAWAD, Wajdi. L’ombre en soi qui écrit : Leçon inaugurale au Collège de France. Paris: Éditions du Collège de France, 2025a. LE MONDE. O século XXI esmaga tudo em seu caminho. Como terminar uma tragédia?. Wajdi Mouawad, 29 de setembro de 2025b. COLLÈGE DE FRANCE. Les verbes de l’écriture : programa de curso e seminário (2024-2025). Disponível em: . PICAUD, Emmanuelle. Wajdi Mouawad : Écrire pour exister. Portrait, Collège de France, 2025.

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Publicado

2026-09-18