Godot em tradução e montagem pelo Teatro Oficina

Authors

  • Larissa Lagos

DOI:

10.58967/caletroscopio.v14.n1.2026.8489

Keywords:

Teatro Oficina. Tradução de teatro. Samuel Beckett. Teatro de Vanguarda.

Abstract

Um poderoso laboratório de cultural e o último refúgio da mistura de linguagens, assim aponta Patrice Pavis em O Teatro no Entrecruzamento das Culturas (2008) ao falar da encenação. Dessa maneira começo a pensar nesse trabalho, cujo objetivo é discutir as dimensões e repercussões da tradução e encenação de uma montagem específica do Teatro Oficina para os estudos da tradução de teatro. A peça Esperando Godot, de Samuel Beckett, foi última direção de Zé Celso. Ao estrear em 2022 com o título Esperando Godot no fim do mundo, ainda sob influência da pandemia de COVID-19, apresentou marcas indistintas de outras produções do Oficina, como uma ideia de submeter o texto a uma espécie de antropofagia, perspectiva que Rafael Marino (2023) chamou de afro-antropofágica. Parte dessa abordagem usada pelo Oficina toca ao processo tradutório trabalhado por Haroldo de Campos com a Transcriação, mas não se resume a ele. Sob a perspectiva da tradução, a maneira como a montagem desse espetáculo propicia uma nova leitura de Beckett, assim como já foi proposto anteriormente por outros encenadores/diretores, dá a tônica das possibilidades e potências de novas traduções, através dos tempos. Ao trazer especificamente essa montagem, de uma peça que se tornou um clássico do teatro de vanguarda, para justamente uma companhia que sempre se apresenta como uma vanguarda nas suas produções, podemos discutir como pensar a tradução e suas repercussões longe de um eurocentrismo epistemológico.

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References

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Published

2026-09-18