Quando o ar puro não entra

feminino, violência e translação da linguagem teatral de Bivar

Autores/as

  • Monick Pereira de Araújo dos Santos Ufes

DOI:

10.58967/caletroscopio.v14.n1.2026.8487

Palabras clave:

Teatro brasileiro, Feminino, Expressionismo, Violência, Tradução

Resumen

Este artigo analisa a peça Abre a janela e deixa entrar o ar puro e o sol da manhã, de Antônio Bivar, a fim de evidenciar as camadas do feminino no contexto autoritário dos anos 1960. A leitura apoia-se no expressionismo, a partir da reflexão crítica de Gerd Bornheim, e dialoga com Jaime Ginzburg sobre a violência em regimes repressivos. À luz de Patrice Pavis, o teatro é entendido como linguagem em translação, em que texto e cena se reinscrevem no cruzamento de culturas e materialidades. Assim, a peça configura-se como forma que demanda tradução contínua, convertendo trauma histórico em imagem cênica e expondo uma subjetividade feminina marcada pelo confinamento, pela violência e pela diluição do eu.

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Referencias

BIVAR, Antônio. Abre a janela e deixa entrar o ar puro e o sol da manhã. In: Aplausos Teatro Brasil. Rio de Janeiro: SNT, 1968. BORNHEIM, Gerd A. O sentido e a máscara. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 1992. FRAGA, Eudinyr. Nelson Rodrigues e o expressionismo. Travessia – Revista de Literatura Brasileira, Florianópolis: UFSC, n. 28, p. 89-103, 1º sem. 1994. GINZBURG, J. A VIOLÊNCIA CONSTITUTIVA: NOTAS SOBRE AUTORITARISMO E LITERATURA NO BRASIL. Letras, [S. l.], n. 18/19, p. 121–144, 1999. DOI: 10.5902/2176148512080. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/letras/article/view/12080 . Acesso em: 7 ago. 2025. PAVIS, P. O teatro no cruzamento de culturas. São Paulo: Perspectiva, 2008. STYAN, J. L. Modern drama in theory and practice. Vol. 3: Expressionism and epic theatre. Cambridge: Cambridge University Press, 1981.

Publicado

2026-09-18