https://periodicos.ufop.br/entrelinhas/issue/feed(entre)linhas: Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto2026-04-12T18:23:36-03:00Comissão Editorialentrelinhas@ufop.edu.brOpen Journal Systems<p><span style="font-weight: 400;">ISSN: 2965-5293</span> <br><span style="font-weight: 400;">A <em>(entre)linhas: Revista do Programa de Pós-Graduação em História da UFOP</em> é um periódico discente que visa proporcionar aos graduandos e pós-graduandos do Departamento de História da UFOP e de outras instituições, bem como a professores da rede de ensino básico, um espaço para publicação de artigos acadêmicos autorais, resenhas e entrevistas que concernentes à área da História. </span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Estamos no Instagram como @revista.entrelinhas .</span></p> <p> </p> <p> </p>https://periodicos.ufop.br/entrelinhas/article/view/8223Realismos subjetivos2026-04-12T18:23:08-03:00Guilherme Costa Silvaguilherme.costa@discente.ufg.br<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo tem por escopo investigar de modo detido a maneira pela qual o filósofo francês Jacques Rancière e o literato peruano Mario Vargas Llosa interpretam determinados aspectos da obra </span><em><span style="font-weight: 400;">Madame Bovary</span></em><span style="font-weight: 400;">, de Gustave Flaubert, cuja fortuna crítica a consagrou como marco intransponível do romance moderno. Para alcançar tal objetivo, delineio inicialmente considerações atinentes à história intelectual e às modalidades de abordagem da literatura que prescindem do texto literário em sua materialidade; em seguida, examino diferentes concepções de “realismo” que se sedimentaram no horizonte teórico; culminando, por fim, na análise de como os referidos autores apreendem o estatuto do “realismo” flaubertiano.</span></p>2026-03-27T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 Guilherme Costa Silvahttps://periodicos.ufop.br/entrelinhas/article/view/10.5281.zenodo.19475181O massacre de Ipatinga e a disputa pela memória sob uma ótica marxista2026-04-12T18:23:21-03:00André Luiz Pereira Pinhoandrelluiz999@gmail.com<p>O artigo analisa o Massacre de Ipatinga (1963) sob a perspectiva da historiografia marxista, articulando industrialização, repressão estatal e disputa pela memória. A partir de documentos oficiais, dissertações e projetos de memória, demonstra-se que o massacre não foi um episódio isolado, mas resultado direto da formação de Ipatinga como cidade-empresa, planejada pela Usiminas em consonância com o Estado desenvolvimentista. A repressão policial contra trabalhadores e moradores expressou a violência estrutural do capital monopolista, consolidando a disciplina operária pela força. Durante a ditadura militar, instaurou-se um projeto de silenciamento, sustentado por discursos oficiais, controle sindical e propaganda empresarial. Contudo, sindicatos de oposição, movimentos sociais e iniciativas como o <em>Projeto Marcas da Memória </em>resgataram a lembrança das vítimas, transformando-a em ferramenta de resistência e denúncia. O estudo conclui que a luta pela memória integra a luta de classes, sendo instrumento fundamental contra a exploração e pela justiça social.</p>2026-03-27T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 André Luiz Pereira Pinhohttps://periodicos.ufop.br/entrelinhas/article/view/doi.org.10.5281.zenodo.19475349"O autor de uma estatuária que era contemplada de joelhos!"2026-04-12T18:23:36-03:00Thiago Neves Abrantes Luz Assumpçãotnevesabrantes@gmail.com<p>Neste artigo, propomos um exame inicial da produção artística do escultor e entalhador Cyriaco da Costa Tavares à luz de seu contexto temporal de produção. Inicialmente abordaremos o contexto cultural de seu trabalho, observando os antecedentes em Portugal, origem do artista, e no Brasil, onde exerceu seu ofício, a partir da chegada da família real e as renovações culturais trazidas da Europa. Nos atentarmos para a virada do século XIX para o XX é essencial para uma compreensão introdutória do <em>corpus</em> do artista e de seu estilo, à luz do classicismo então vigente inserido no cenário artístico e cultural do Rio de Janeiro, em um período de grande efervescência e transformação dos gostos e dos costumes, na qual a arte religiosa passava por um trânsito estilístico, com igrejas e edifícios religiosos em diversas localidades sofrendo reformas e adequações. Ao final, observaremos a relação passado-futuro, de modo particular a partir da arte religiosa, que buscava nos paradigmas e referências da Antiguidade Clássica embasamento para o progresso e a modernidade que regiam a cultura e a sociedade em princípios do século XX.</p>2026-04-10T00:00:00-03:00Derechos de autor 2026 Thiago Neves Abrantes Luz Assumpção