(entre)linhas: Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto https://periodicos.ufop.br/entrelinhas <p><span style="font-weight: 400;">ISSN: 2965-5293</span> <br><span style="font-weight: 400;">A <em>(entre)linhas: Revista do Programa de Pós-Graduação em História da UFOP</em> é um periódico discente que visa proporcionar aos graduandos e pós-graduandos do Departamento de História da UFOP e de outras instituições, bem como a professores da rede de ensino básico, um espaço para publicação de artigos acadêmicos autorais, resenhas e entrevistas que concernentes à área da História.&nbsp;</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Estamos no Instagram como @revista.entrelinhas .</span></p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto pt-BR (entre)linhas: Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto 2965-5293 <p>&nbsp;</p> <p><strong>Declaração de Direito Autoral</strong></p> <p>Autorizo a revista&nbsp;<strong>(entre)linhas</strong>&nbsp;a realizar a primeira publicação da versão revisada do meu artigo, que será distribuído sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Licença Creative Commons Attribution</a>, permitindo sua circulação desde que sejam devidamente reconhecidas a autoria e a primeira publicação neste periódico.</p> <p>Declaro, ainda, que o manuscrito não está em avaliação por outra revista nem foi publicado integralmente em qualquer outro periódico, responsabilizando-me plenamente por sua originalidade e por eventuais questionamentos de terceiros quanto à autoria.</p> Realismos subjetivos https://periodicos.ufop.br/entrelinhas/article/view/8223 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo tem por escopo investigar de modo detido a maneira pela qual o filósofo francês Jacques Rancière e o literato peruano Mario Vargas Llosa interpretam determinados aspectos da obra </span><em><span style="font-weight: 400;">Madame Bovary</span></em><span style="font-weight: 400;">, de Gustave Flaubert, cuja fortuna crítica a consagrou como marco intransponível do romance moderno. Para alcançar tal objetivo, delineio inicialmente considerações atinentes à história intelectual e às modalidades de abordagem da literatura que prescindem do texto literário em sua materialidade; em seguida, examino diferentes concepções de “realismo” que se sedimentaram no horizonte teórico; culminando, por fim, na análise de como os referidos autores apreendem o estatuto do “realismo” flaubertiano.</span></p> Guilherme Costa Silva Copyright (c) 2026 Guilherme Costa Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-03-27 2026-03-27 6 01 01 25 O massacre de Ipatinga e a disputa pela memória sob uma ótica marxista https://periodicos.ufop.br/entrelinhas/article/view/10.5281.zenodo.19475181 <p>O artigo analisa o Massacre de Ipatinga (1963) sob a perspectiva da historiografia marxista, articulando industrialização, repressão estatal e disputa pela memória. A partir de documentos oficiais, dissertações e projetos de memória, demonstra-se que o massacre não foi um episódio isolado, mas resultado direto da formação de Ipatinga como cidade-empresa, planejada pela Usiminas em consonância com o Estado desenvolvimentista. A repressão policial contra trabalhadores e moradores expressou a violência estrutural do capital monopolista, consolidando a disciplina operária pela força. Durante a ditadura militar, instaurou-se um projeto de silenciamento, sustentado por discursos oficiais, controle sindical e propaganda empresarial. Contudo, sindicatos de oposição, movimentos sociais e iniciativas como o <em>Projeto Marcas da Memória </em>resgataram a lembrança das vítimas, transformando-a em ferramenta de resistência e denúncia. O estudo conclui que a luta pela memória integra a luta de classes, sendo instrumento fundamental contra a exploração e pela justiça social.</p> André Luiz Pereira Pinho Copyright (c) 2026 André Luiz Pereira Pinho https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-03-27 2026-03-27 6 01 01 18 "O autor de uma estatuária que era contemplada de joelhos!" https://periodicos.ufop.br/entrelinhas/article/view/doi.org.10.5281.zenodo.19475349 <p>Neste artigo, propomos um exame inicial da produção artística do escultor e entalhador Cyriaco da Costa Tavares à luz de seu contexto temporal de produção. Inicialmente abordaremos o contexto cultural de seu trabalho, observando os antecedentes em Portugal, origem do artista, e no Brasil, onde exerceu seu ofício, a partir da chegada da família real e as renovações culturais trazidas da Europa. Nos atentarmos para a virada do século XIX para o XX é essencial para uma compreensão introdutória do <em>corpus</em> do artista e de seu estilo, à luz do classicismo então vigente inserido no cenário artístico e cultural do Rio de Janeiro, em um período de grande efervescência e transformação dos gostos e dos costumes, na qual a arte religiosa passava por um trânsito estilístico, com igrejas e edifícios religiosos em diversas localidades sofrendo reformas e adequações. Ao final, observaremos a relação passado-futuro, de modo particular a partir da arte religiosa, que buscava nos paradigmas e referências da Antiguidade Clássica embasamento para o progresso e a modernidade que regiam a cultura e a sociedade em princípios do século XX.</p> Thiago Neves Abrantes Luz Assumpção Copyright (c) 2026 Thiago Neves Abrantes Luz Assumpção https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-10 2026-04-10 6 01 01 21 Batismo e escravidão https://periodicos.ufop.br/entrelinhas/article/view/doi.org.10.5281.zenodo.19821244 <p>Este artigo analisa a relação de compadrio no arraial de Meia Ponte, capitania de Goiás. A inquietação emerge devido à escassez de pesquisas sobre a família no século XVIII. Com o cruzamento da documentação político-administrativa e do Livro de Batismo de Escravos de Meia Ponte de 1747 a 1756, propõe-se que a noção de família no século XVIII não consistiu somente no convívio entre sujeitos com ascendência biológica, mas eram parte aqueles ficticiamente elaborados no batismo católico: os padrinhos, madrinhas e afilhados, fossem estes de condição livre, forra ou escrava. Dessa forma, a investigação centra-se no costume de senhores apadrinharem seus escravos como forma de estreitar os vínculos entre o eito e a casa grande. Para tanto, o estudo seguirá a proposta metodológica da micro-história italiana.</p> Odilon Alves Peixoto Neto Copyright (c) 2026 Odilon Alves Peixoto Neto https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-28 2026-04-28 6 01 01 21 A Diocese de Porto Nacional https://periodicos.ufop.br/entrelinhas/article/view/8201 <p>Esta pesquisa tem como objetivo apresentar o processo de constituição histórica da Diocese de Porto Nacional dentro do episcopado de Dom Alano Maria du Noday, entre os anos de 1936 a 1955, demonstrando sua natureza missionária e suas diretrizes pastorais para o norte de Goiás. Dentre as discussões e análises, destacamos as narrativas das ações pastorais, institucionais e as estratégias empreendidas pela Diocese de Porto Nacional para o norte de Goiás. Mediante o estudo de fontes históricas diversas, principalmente as dispostas nos arquivos da Cúria Diocesana de Porto Nacional – TO. Embasados nas teorias de Pierre Bourdieu, compreendendo o campo como mercado em que os agentes se comportam como jogadores em disputa de um capital simbólico, a pesquisa descreve as principais ações diocesanas no antigo norte de Goiás, revelando o cotidiano pastoral e institucional empreendido pelo bispo diocesano e seus colaboradores ainda pouco explorados pela historiografia. Com isso, além de analisar as ações do bispo diocesano, buscaremos evidenciar os agentes existentes no espaço e, dessa forma, identificar as relações entre Igreja Católica e populações nortenses, ou seja, como estava caracterizado o campo religioso no norte goiano, evidenciando a continuidade das ações missionárias tão necessárias para a expansão do catolicismo na região norte de Goiás.</p> Rafael Machado Santana Copyright (c) 2026 Rafael Machado Santana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-07-03 2026-07-03 6 01 1 23