https://periodicos.ufop.br/ephemera/issue/feedEphemera: Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto2026-03-26T11:38:26-03:00Éden Perettaephemerajournal@ufop.edu.brOpen Journal Systems<p style="text-align: justify;">ISSN: 2596-0229<br>Qualis A1</p> <p style="text-align: justify;">O Periódico publica ensaios e artigos resultantes de revisões bibliográficas, relatos de investigações e experimentações, pesquisas acadêmicas e reflexões criativas sobre processos contemporâneos de criação e sobre marcos históricos importantes nas Artes Cênicas, aceitando contribuições de autores nacionais e estrangeiros, de modo a colaborar com o crescimento e difusão do conhecimento da área na América Latina.<br>Publicação do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC) do Instituto de Filosofia, Artes e Cultura (IFAC) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).<br>Publicação quadrimestral.</p>https://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8547Expediente2026-03-26T11:38:26-03:00Revista Ephemeraephemerajournal@ufop.edu.br<p>Expediente da edição</p>2026-03-25T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Ephemerahttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8541Nota editorial2026-03-26T11:36:38-03:00Éden Perettaedensp@ufop.edu.brAline Machado Gonçalvesamachado150989@gmail.comLaís Limonta Gonçalveslimontalais@gmail.com<p>Nota da Equipe Editorial 2023-2026</p>2026-03-25T14:35:43-03:00Copyright (c) 2026 Éden Peretta, Aline Machado Gonçalves, Laís Limonta Gonçalveshttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8542Editorial note2026-03-26T11:36:36-03:00Éden Perettaedensp@ufop.edu.brAline Machado Gonçalvesamachado150989@gmail.comLaís Limonta Gonçalveslimontalais@gmail.com<p>A note from the Editorial Team of 2023-2026</p>2026-03-25T14:41:06-03:00Copyright (c) 2026 Éden Peretta, Aline Machado Gonçalves, Laís Limonta Gonçalveshttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8504Sobre a permanência do efêmero2026-03-26T11:36:51-03:00Altemar Gomes Monteiroaltemargm@yahoo.com.brAnderson Feliciano da Silvaanderson.feliciano@aluno.ufop.edu.brSoraya Martinssorayaletras@gmail.com<p>Apresentação do Dossiê “Poéticas Negras e Periféricas no contexto da América Latina” - 2</p>2026-03-03T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Altemar Gomes Monteiro, Anderson Feliciano da Silva, Soraya Martinshttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8507On the persistence of the ephemeral2026-03-26T11:36:49-03:00Altemar Gomes Monteiroaltemargm@yahoo.com.brAnderson Feliciano da Silvaanderson.feliciano@aluno.ufop.edu.brSoraya Martinssorayaletras@gmail.com<p>Presentation of the Special Issue “Black and Peripheral Poetics in the Latin American context” – 2</p>2026-03-04T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Altemar Gomes Monteiro, Anderson Feliciano da Silva, Soraya Martinshttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8141Dramas afro-atlânticos2026-03-26T11:37:11-03:00William Santana Santoswilliam.santana.santos@usp.brGuilherme Augusto Dinizga71362@gmail.com<p>Este artigo busca analisar e reconstituir a montagem de <em>Blues for Mister Charlie</em>, obra de James Baldwin, encenada pelo Grupo Teatral do Negro (GTN) em 1966 na cidade de São Paulo, discutindo seu contexto sócio-histórico, a ambiência artística da época e sua recepção crítica. A análise debruçou-se tanto sobre um material dramatúrgico e teórico, quanto sobre fontes históricas primárias, isto é, materiais arquivísticos de caráter jornalístico-crítico. O estudo da encenação salientou as interlocuções diaspóricas entre a cena negra de São Paulo e a de Nova York, examinando como o GTN, em especial, participou dos trânsitos culturais no chamado Atlântico Negro. O artigo também discute a contundente presença dos teatros negros durante a Ditadura Civil-Militar (1964-1985), contribuindo, assim, para uma historiografia teatral mais ampla, crítica e plural. O espetáculo, pioneiro ao encenar uma dramaturgia de Baldwin no teatro brasileiro, constituiu um significativo marco político e estético ao ecoar o pensamento de um dos intelectuais afro-americanos mais importantes e combativos do século XX, aproximando as resistências negras do Brasil e dos EUA.</p>2026-02-09T08:17:56-03:00Copyright (c) 2026 William Santana Santos, Guilherme Augusto Dinizhttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8499Afro-Atlantic dramas2026-03-26T11:37:05-03:00William Santana Santoswilliam.santana.santos@usp.brGuilherme Augusto Dinizga71362@gmail.com<p>This article analyzes and reconstructs the 1966 staging of Blues for Mister Charlie, a play by James Baldwin, performed by Grupo Teatral do Negro (GTN) in São Paulo, Brazil. It situates the production within its broader sociohistorical and artistic context, examining both its critical reception and the cultural climate of the period. Drawing on dramaturgical and theoretical materials, as well as primary historical sources—particularly archival press and critical documents—the study highlights diasporic dialogues between Black theatrical scenes in São Paulo and New York. Special attention is given to GTN’s role in the cultural flows of the so-called Black Atlantic. The article also examines the strong presence of Black theater during Brazil’s civil-military dictatorship (1964–1985), contributing to a more inclusive and critical historiography of Brazilian theater. As the first production of a Baldwin play in Brazil, the performance marked a significant political and aesthetic milestone, echoing the voice of one of the 20th century’s most prominent and radical African American intellectuals. It forged connections between racial and political resistance in Brazil and the African American Civil Rights Movement in the United States.</p>2026-03-01T01:40:08-03:00Copyright (c) 2026 William Santana Santos, Guilherme Augusto Dinizhttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8092Dramaturgia da pele escrita2026-03-26T11:37:10-03:00Dênis Moura de Quadrosdenisdpbg10@gmail.com<p>Em um país que silenciou vozes negras e queimou seus registros, o palco tornou-se arquivo vivo e a pele, superfície de memória. Quando uma mulher negra encena outras em sua voz, não apenas evoca a escrita alheia, mas reinscreve histórias coletivas em um gesto estético que é também político. Este artigo propõe uma análise da performance <em>Preta poesia feminina</em> (2021), idealizada e encenada por Silvia Duarte, à luz do conceito de “inscritura”, compreendido como gesto performático de escrita que se inscreve na pele, na voz e na presença de mulheres negras. A investigação busca compreender de que modo a obra, transmitida em ambiente digital nas suas primeiras apresentações, articula corpo, memória e ancestralidade como práticas estéticas e políticas de enunciação. Utiliza-se uma metodologia analítico-interpretativa, fundamentada nos estudos de Quadros (2020; 2023), Evaristo (2020) e Martins (2003; 2021), para evidenciar como a dramaturgia negrofeminina se manifesta na seleção poética, na vocalidade da <em>performer</em> e na relação com o público. A análise demonstra que a cena constrói uma escritura coletiva e insurgente, em que o corpo negro feminino se inscreve como superfície simbólica de resistência e reexistência. Conclui-se que <em>Preta poesia feminina</em> atualiza uma dramaturgia enraizada na experiência e na ancestralidade, projetando no espaço cênico-digital uma fabulação de si e do coletivo, sustentada pela força política e sensível da oralitura.</p>2026-02-19T18:31:15-03:00Copyright (c) 2026 Dênis Moura de Quadroshttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8534Dramaturgy of the Written Skin2026-03-26T11:36:42-03:00Dênis Moura de Quadrosdenisdpbg10@gmail.com<p>In a country that has silenced Black voices and burned its archives, the stage has become a living archive, and the skin, a surface of memory. When a Black woman embodies others through her voice, she not only evokes external writings but also reinscribes collective histories in an aesthetic gesture that is inherently political. This analyzes the performance <em>Preta Poesia Feminina</em> (2021), conceived and performed by Silvia Duarte, by the concept of “<em>inscritura</em>,” understood as a performative act of writing inscribed upon the skin, the voice, and the presence of Black women. The investigation seeks to understand how the work, initially presented in a digital environment, articulates body, memory, and ancestry as aesthetic and political practices of enunciation. An analytical-interpretative methodology is employed, grounded in the works of Quadros (2020; 2023), Evaristo (2020), and Martins (2003; 2021), to examine how Black-feminine dramaturgy emerges in the poetic selection, in the vocality of the performer, and in her relationship with the audience. The analysis demonstrates that the scene constructs a collective and insurgent writing, in which the Black feminine body is inscribed as a symbolic surface of resistance and re-existence. It concludes that <em>Preta Poesia Feminina</em> updates a dramaturgy rooted in lived experience and ancestry, projecting a fabulation of self and community into the digital-theatrical space, sustained by the political and affective force of oraliture.</p>2026-03-19T13:30:12-03:00Copyright (c) 2026 Dênis Moura de Quadroshttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8006Ensaio epistolar para Macala2026-03-26T11:37:20-03:00Hildália Fernandes Cunha Cordeirohildaliaf9@gmail.comLívia Maria Costa Sousalivia.mariaa@hotmail.com<p>O presente ensaio epistolar dirige-se à figura ancestral de Macala, mulher negra fotografada por Marc Ferrez no século XIX e rebatizada pela escritora Luciany Aparecida. A partir do gesto de escrever-lhe uma carta, as autoras constroem um diálogo com teóricas feministas negras como Saidiya Hartman, Audre Lorde, bell hooks, Patricia Hill Collins e Conceição Evaristo. O texto parte da imagem de Macala para refletir sobre as continuidades coloniais que atravessam os corpos negros em diáspora, abordando temas como apagamento, resistência, epistemologias contra-hegemônicas, a memória dos mares e a insubmissão diante da necropolítica. Assumindo o formato da carta como dispositivo literário e teórico, o ensaio costura memória, teoria e afetividade, em uma escrita que honra os legados de mulheres negras e reivindica o direito à (auto)nomeação. O punho cerrado de Macala, símbolo de resistência, transforma-se em metáfora central da narrativa, invocando a urgência da manutenção do fogo ancestral, da voz e da dignidade negada. Ao elaborar uma narrativa em espiral – herdeira das tradições orais e da performance do tempo curvilíneo –, a carta propõe uma reinterpretação crítica dos arquivos coloniais, uma denúncia da violência epistêmica e uma afirmação radical da vida negra.</p> <p> </p>2026-02-05T08:10:07-03:00Copyright (c) 2026 Hildália Fernandes Cunha Cordeiro, Lívia Maria Costa Sousahttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8502Epistolary Essay for Macala2026-03-26T11:36:58-03:00Hildália Fernandes Cunha Cordeirohildaliaf9@gmail.comLívia Maria Costa Sousalivia.mariaa@hotmail.com<p>This epistolary essay addresses the ancestral figure of Macala, a Black woman photographed by Marc Ferrez in the nineteenth century and renamed by the writer Luciany Aparecida. By writing her a letter, the authors establish a dialogue with Black feminist theorists such as Saidiya Hartman, Audre Lorde, bell hooks, Patricia Hill Collins and Conceição Evaristo. The text starts from Macala’s image to reflect on the colonial continuities that traverse Black bodies in diaspora, addressing themes such as erasure, resistance, counter-hegemonic epistemologies, the memory of the seas, and insubmission in the face of necropolitics. Assuming the format of the letter as a literary and theoretical device, the essay weaves memory, theory, and affectivity through writing that honors the legacies of Black women and claims the right to (self) appointment. Macala’s clenched fist, a symbol of resistance, becomes the central metaphor of the narrative, invoking the urgency of maintaining the ancestral fire, the voice, and the dignity denied. By employing a spiral narrative—heir to oral traditions and the performance of curvilinear time—the letter proposes a critical reinterpretation of colonial archives, a denunciation of epistemic violence, and a radical affirmation of Black life. </p>2026-03-02T20:50:38-03:00Copyright (c) 2026 Hildália Fernandes Cunha Cordeiro, Lívia Maria Costa Sousahttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8159O que pode um corpo dissidente na capoeira?2026-03-26T11:37:23-03:00Mateus Schimithmateus.sba@gmail.comAlexsandro Rodriguesxela_alex@bol.com.br<p>Este artigo investiga como a performatividade de gênero e sexualidade é vivida por pessoas LGBTQIA+ na prática da capoeira, analisando os atravessamentos entre sexualidade, raça, classe e precariedade. A pesquisa, em sua terceira etapa, utilizou entrevistas estruturadas com quatro capoeiristas LGBTQIA+ que exercem docência em seus grupos, situados em diferentes estados brasileiros. A análise dos relatos evidencia que esses corpos experienciam formas específicas de exclusão e silenciamento, sendo pressionados a ocultar suas identidades como estratégia de sobrevivência. Revela-se, ainda, que a capoeira, mesmo ancorada em uma matriz ancestral de resistência, reproduz normas hegemônicas que dificultam o reconhecimento e a ascensão de pessoas dissidentes. Conclui-se que o fortalecimento da performatividade dissidente na capoeira depende da criação de espaços mais plurais e do enfrentamento das hierarquias simbólicas e materiais que sustentam exclusões históricas. A prática da capoeira, ao dialogar com as urgências do presente, pode reafirmar seu potencial libertário, desde que abra espaço para a diversidade de corpos e saberes.</p>2026-02-05T08:09:03-03:00Copyright (c) 2026 Mateus Schimith, Alexsandro Rodrigueshttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8533What can a dissident body do in capoeira?2026-03-26T11:36:44-03:00Mateus Schimithmateus.sba@gmail.comAlexsandro Rodriguesxela_alex@bol.com.br<p>This article investigates how LGBTQIA+ <em>capoeira</em> practitioners experience gender and sexual performativity, analyzing the intersections of sexuality, race, class, and precarity. In its third stage, the research employed structured interviews with four LGBTQIA+ <em>capoeiristas</em> who teach in their groups, located in different Brazilian states. Analysis of the accounts shows that these bodies experience specific forms of exclusion and silencing, being pressured to conceal their identities as a survival strategy. Moreover, even though rooted in an ancestral matrix of resistance, <em>capoeira </em>reproduces hegemonic norms that hinder the recognition and advancement of dissident individuals. In conclusion, strengthening dissident performativity in <em>capoeira</em> depends on creating more plural spaces and confronting the symbolic and material hierarchies that sustain historical exclusions. By engaging with present urgencies, <em>capoeira</em> practice may reaffirm its libertarian potential, provided it opens space for the diversity of bodies and knowledges.</p>2026-03-19T13:26:14-03:00Copyright (c) 2026 Mateus Schimith, Alexsandro Rodrigueshttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8144Ex-tinto2026-03-26T11:37:22-03:00Rodrigo Augusto de Souza Anterorodrigoanteros@gmail.com<p>O artigo trata de uma desmontagem (Diéguez, 2018), do processo criativo autoral <em>ex-tinto</em> (2018) realizado no Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Para realizar tal desmontagem desenvolveu-se uma pesquisa autobiográfica, na qual realizou-se um diário de artista pesquisadore para fazer “escrevivências” (Evaristo, 2020) de uma trilogia de performances negras chamada <em>Projeto Córpe.</em> O trabalho <em>ex-tinto</em> é o último da trilogia, nele há uma investigação por processo de mascaramento com a materialidade de copos descartáveis brancos que se configuram como uma “máscara branca” (Fanon, 2008) de denúncia e anúncio dos fenômenos do racismo e da branquitude estruturais.</p> <p> </p>2026-02-05T08:09:40-03:00Copyright (c) 2026 RODRIGO AUGUSTO DE SOUZA ANTEROhttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8496"Ex-tinto"2026-03-26T11:37:06-03:00Rodrigo Augusto de Souza Anterorodrigoanteros@gmail.com<p>This article presents a deconstruction (Ileana Diéguez, 2018) of the authorial creative process ex-tinto (2018), developed in the Graduate Program in Arts at the Escola de Belas Artes of the Universidade Federal de Minas Gerais. This deconstruction was grounded in autobiographical research, including an artist-researcher diary to produce escrevivências (Conceição Evaristo, 2020) of a trilogy of Black performances titled Projeto Córpe. Ex-tinto, the trilogy’s final work, investigates the materiality of white disposable cups, which are configured as a “white mask” (Frantz Fanon, 2008), through a masking process that denounces and exposes structural racism and whiteness.</p>2026-02-27T20:47:52-03:00Copyright (c) 2026 Rodrigo Augusto de Souza Anterohttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/7961Arvorar2026-03-26T11:37:13-03:00Way Purywayperformer@gmail.com<p>Este artigo propõe o verbo arvorar como tradução conceitual do termo <em>reclaim</em><em>,</em> tal como mobilizado por Isabelle Stengers, argumentando que esta escolha abre caminhos para uma tradução cosmopolítica enraizada em perspectivas ameríndias e afrodiaspóricas. A partir de um diálogo com Bruno Latour, Donna Haraway, Luiza de Aguiar Borges e Guilherme Gontijo Flores, discute-se a tradução como prática insurgente, marcada por equívoco produtivo, indeterminação e contato. A proposta de arvorar convoca a imaginação vegetal, a performatividade ritual e a visibilidade insurgente como operadores críticos que reconfiguram a noção moderna de resistência. Trata-se de uma tradução-feitiço, uma palavra-onça, uma prática de mundo que resiste à neutralidade e ao apagamento, enraizando-se na potência de mundos plurais que se cruzam e se transformam mutuamente. No que tange às artes da cena, este texto é o gesto-semente de um programa performativo em devir, brotamento (rizomático) e (des)(re)territorialização.</p>2026-02-05T08:10:51-03:00Copyright (c) 2026 Way Puryhttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8532"Arvorar"2026-03-26T11:36:45-03:00Way Purywayperformer@gmail.com<p>This article proposes the verb arvorar as a conceptual translation of the term reclaim, as mobilized by Isabelle Stengers, arguing that this choice opens pathways for a cosmopolitical translation rooted in Indigenous and Afrodiasporic perspectives. Drawing on a dialogue with Bruno Latour, Donna Haraway, Luiza de Aguiar Borges, and Guilherme Gontijo Flores, translation is discussed as an insurgent practice marked by productive equivocation, indeterminacy, and encounter. The proposal of arvorar invokes vegetal imagination, ritual performativity, and insurgent visibility as critical operators that reconfigure modern notions of resistance. It is a spell-translation, a jaguar-word, a world-practice that resists neutrality and erasure, rooting itself in the potency of plural worlds that cross and transform one another. Regarding the performing arts, this text is the seed-gesture of a performative program in becoming, a (rhizomatic) sprouting and a (de)(re)territorialization.</p>2026-03-18T19:42:26-03:00Copyright (c) 2026 Way Puryhttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8142Entrevista com Alexandre Américo2026-03-26T11:36:47-03:00Heloísa Helena Pacheco de Sousaheloisa_pds@hotmail.comAlexandre Araújo de Oliveiraalexandreamerico2010@gmail.com<p>Nesta entrevista, o artista potiguar Alexandre Américo discorre sobre seus processos de criação em dança contemporânea, tratando das composições de imagens através da relação entre o corpo e as outras materialidades da cena, a partir das obras do seu projeto poético intitulado Manifestações da Terra. Com ênfase em referências artísticas e filosóficas afrocentradas, a dança de Américo redefine alguns conceitos das visualidades da cena, principalmente no que concerne à elaboração dos figurinos como matérias sobre o corpo, desenvolvendo uma prática processual, deshierarquizada e de uma escuta atenta às coisas, às paisagens e suas presenças. Desse modo, a prática do artista atesta a relação intrínseca entre o tempo e o ritmo nas composições cenográficas como essencial para elaborar essas matérias também como acontecimento cênico.</p>2026-03-10T10:59:35-03:00Copyright (c) 2026 Heloísa Helena Pacheco de Sousa, Alexandre Araújo de Oliveirahttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8535Interview with Alexandre Américo2026-03-26T11:36:41-03:00Heloísa Sousaheloisa_pds@hotmail.comAlexandre Américoalexandreamerico2010@gmail.com<p>In this interview, Brazilian artist from the state of Rio Grande do Norte Alexandre Américo discusses his creative processes in contemporary dance, addressing the composition of images through the relationship between the body and other scenic materialities, based on the works of his poetic project titled <em>Manifestações da Terra</em>. Américo's dance redefines certain concepts of scenic visualities with an emphasis on Afro-centered artistic and philosophical references, particularly regarding the development of costumes as matter on the body. Through a processual practice without hierarchy and grounded in attentive listening to things, landscapes, and their presences, the artist’s work attests to the intrinsic relationship between time and rhythm in scenographic compositions, understanding these materials themselves as scenic events.</p>2026-03-20T16:46:20-03:00Copyright (c) 2026 Heloísa Sousa, Alexandre Américohttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8147Os movimentos performáticos de Deisiane Barbosa2026-03-26T11:37:08-03:00Rubens da Cunharubensdacunha@ufrb.edu.br<p>Deisiane Barbosa é uma artista do Recôncavo Baiano que desenvolve um trabalho artístico multimodal incluindo poesia, escrita de cartas, performances, artes visuais, fotografia, costura e edição de livros. O seu trabalho é uma fusão de linguagens artísticas que desafia categorias estabelecidas e promove a criação de contranarrativas. A ancestralidade, a memória e o feminismo são elementos centrais em seu trabalho, que busca ecoar as experiências das mulheres negras. Este artigo aborda três projetos artísticos de longa duração, aqui chamados de movimentos performáticos: Cartas a Tereza, Andarilha Edições e Casamendoeira. Cartas a Tereza é um projeto que envolve escrita de cartas, performances, videoartes e intervenções urbanas. Andarilha Edições é uma editora especializada em livros artesanais, costurados à mão, que valoriza o livro como objeto estético. Casamendoeira é a reconstrução da antiga casa dos avós de Deisiane, transformada em um centro cultural e residência artística, além de ser tema de uma narrativa com o mesmo nome.</p>2026-02-27T14:20:59-03:00Copyright (c) 2026 Rubens da Cunhahttps://periodicos.ufop.br/ephemera/article/view/8540The Performative Movements of Deisiane Barbosa2026-03-26T11:36:39-03:00Rubens da Cunharubensdacunha@ufrb.edu.br<p>Deisiane Barbosa is an artist from Recôncavo Baiano who creates a multimodal artistic work including poetry, letter writing, performances, visual arts, photography, sewing, and book editing. Her work fuses artistic languages to challenge established categories and promote the creation of counter-narratives. Ancestry, memory, and feminism are central themes in her work, which echo the experiences of Black women. This study discusses three long-term artistic projects (referred to here as performative movements): <em>Cartas a Tereza</em>, <em>Andarilha Edições</em>, and <em>Casamendoeira</em>. <em>Cartas a Tereza</em> involves letter writing, performances, video art, and urban interventions. Andarilha Edições is a publishing house that specializes in handsewn books and that values the book as an aesthetic object. <em>Casamendoeira</em> is the reconstruction of Deisiane’s grandparents’ old house. The house has been transformed into a cultural center and an artist’s’ residence. It is also the subject of a narrative of the same name.</p>2026-03-25T11:39:40-03:00Copyright (c) 2026 Rubens da Cunha