O que pode um corpo dissidente na capoeira?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70446/ephemera.v9i18.8159

Palavras-chave:

capoeira, performatividade, corpos dissidentes, precariedade, LGBTQIA

Resumo

Este artigo investiga como a performatividade de gênero e sexualidade é vivida por pessoas LGBTQIA+ na prática da capoeira, analisando os atravessamentos entre sexualidade, raça, classe e precariedade. A pesquisa, em sua terceira etapa, utilizou entrevistas estruturadas com quatro capoeiristas LGBTQIA+ que exercem docência em seus grupos, situados em diferentes estados brasileiros. A análise dos relatos evidencia que esses corpos experienciam formas específicas de exclusão e silenciamento, sendo pressionados a ocultar suas identidades como estratégia de sobrevivência. Revela-se, ainda, que a capoeira, mesmo ancorada em uma matriz ancestral de resistência, reproduz normas hegemônicas que dificultam o reconhecimento e a ascensão de pessoas dissidentes. Conclui-se que o fortalecimento da performatividade dissidente na capoeira depende da criação de espaços mais plurais e do enfrentamento das hierarquias simbólicas e materiais que sustentam exclusões históricas. A prática da capoeira, ao dialogar com as urgências do presente, pode reafirmar seu potencial libertário, desde que abra espaço para a diversidade de corpos e saberes.

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Biografia do Autor

  • Mateus Schimith, UFBA

    Professor Adjunto, Universidade Federal da Bahia, Fundamentos do Teatro, Salvador, Bahia, Brasil

  • Alexsandro Rodrigues, UFES

    Professor Associado IV, Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Educação, Vitória, Espírito Santo, Brasil

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Publicado

2026-02-05

Como Citar

O que pode um corpo dissidente na capoeira? Ephemera: Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto, v. 9, n. 18, 5 fev.2026.