Cidadania comunicativa,
Rádio,
Movimento Sem Terra
Resumo
Este artigo busca investigar as especificidades de construção e exercício da noção de cidadania comunicativa a partir da prática radiofônica do Movimento Sem Terra (MST). O corpus empírico delimita-se no discurso de lideranças nacionais do MST sobre o ‘fazer rádio’ e na experiência da Rádio Terra Livre FM, emissora protagonizada por agricultores assentados na região Oeste de Santa Catarina. Realiza a fundamentação da noção de cidadania comunicativa e identifica-a, a partir da prática radiofônica do MST, nos complexos níveis de participação - que vão desde o ‘dar voz ao sem voz’ até os processos mais orgânicos e ampliados, como a atuação dos assentados na gestão e no desenvolvimento de políticas comunicacionais - no acesso à tecnologia, nas negociações políticas internas, nas estratégias e resistências à hegemonia político-midiática local, que sinalizam indícios de uma cultura democrática.
Biografia do Autor
Joel Felipe Guindani, UFRGS
Doutorando em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS-RS)
Valdir Jose Morigi, UFRGS
Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Professor Associado I do DCI/FABICO e do PPGCOM/UFRGS