https://periodicos.ufop.br/raf/issue/feed Artefilosofia 2026-02-06T19:49:53-03:00 Imaculada Kangussu artefilosofia.defil@ufop.edu.br Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">ISSN: 2526-7892.<br>O Periódico publica artigos na área de Estética e Filosofia da Arte. Os trabalhos deverão ser inéditos (salvo o caso de traduções). No caso de traduções, o texto deve estar acompanhado do original e, caso o texto traduzido não esteja em domínio público, é necessária uma autorização do autor/da autora (caso este/esta seja detentor dos direitos da obra traduzida) ou da detentora/do detentor dos direitos autorais desta pessoa (membro de família, editora, outra instituição, etc.), ou ainda de uma licença <em>creative commons</em>.&nbsp; O mesmo se aplica à transcrição de entrevistas.<br>Publicação do Programa de Pós-Graduação em Filosofia (​PPGFIL) do Instituto de Filosofia Artes e Cultura (IFAC) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).<br>Periodicidade: Publicação contínua [<em>rolling pass]</em>.</p> <p style="text-align: justify;">Qualis A3 (quadriênio 2017-2020).</p> https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/8469 Editorial 2026-02-06T19:49:53-03:00 Diego Aurélio Viana Kelly kangussu@ufop.edu.br Imaculada Kangussu kangussu@ufop.edu.br 2026-02-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/7502 Poética do gesto: do dandismo à arte contemporânea 2026-02-05T21:58:09-03:00 Alex Antônio Rosa Costa alexcosta95@gmail.com <p>Pretendemos mostrar neste artigo como a ética do signo esboçada por Jean Galard em <em>A beleza do gesto </em>se insere em uma tradição ético-estética de questionamento de algumas bases da modernidade o qual remonta ao dandismo inglês do século XIX e culmina em algumas das mais importantes propostas artísticas do século XX que buscam a eliminação da distância entre arte e vida. Focaremos nossa análise na leitura que Galard propõe do gesto como um ato poético que foi cultivado de maneira profunda pelos dândis e que pode ser ponto de partida de uma “ética renovada” a qual rompe com o padrão ético-estético tradicional de referencialidade semiótica. Assim, nossa análise busca a intersecção entre estética e ética a partir do gesto, considerado no encontro de três frentes: um modo de vida historicamente datado, uma obra filosófica e, por fim, alguns movimentos artísticos modernos.</p> 2026-02-04T16:54:54-03:00 Copyright (c) 2026 Alex Antônio Rosa Costa https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/7613 Afinal, o que as artes (ainda) comunicam? 2026-02-05T21:58:08-03:00 Waldir Severiano Medeiros Júnior waldirsmjunior@gmail.com <p>Este estudo reexamina a filosofia da arte de Arthur Schopenhauer a partir de suas explicações do significado estético-filosófico da experiência do belo natural e, em especial, daquelas espécies de arte, objetivadas em obras, por ele destacadas, quais sejam, arquitetura, hidráulica, jardinagem, escultura, pintura, artes discursivas e música. O propósito dessa revisitação da estética schopenhaueriana é senão o de compreender sua importância para uma concepção que (ainda) encara a experiência do belo, sobretudo enquanto obra de arte, como uma espécie de comunicação de um conteúdo dotado de valência filosófica – concepção esta, aliás, com plenos direitos de (ainda) existir validamente nos dias que correm, desde que, conforme advertido na conclusão, criticamente revisada em algumas de suas premissas, tomada como mais uma teoria dentre outras e que não percamos de vista que a pós-modernidade (na hipótese de já estarmos a vivê-la) é não apenas “mistura” de estéticas, mas também, e quiçá principalmente, coexistência de estéticas. &nbsp;</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> 2026-02-05T13:24:25-03:00 Copyright (c) 2026 Waldir Severiano de Medeiros Júnior Severiano Medeiros Júnior https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/7865 Fim de linha ou marco zero? 2026-02-06T12:23:11-03:00 Paulo Cerruti de Arruda Sampaio pcerrutiasampaio@gmail.com <p class="p1">A relação entre Theodor Adorno e a música serial do início dos anos 1950 foi notoriamente conflituosa, levando alguns a acreditar que o filósofo não se mostrou capaz de desenvolver uma reflexão imanente a respeito da vanguarda do pós-Guerra. No presente artigo, apresentamos um retrato mais complexo da relação entre Adorno e os compositores da Escola de Darmstadt. Argumentamos que ambos estão de acordo quanto à necessidade de tomar o dodecafonismo como referência, ainda que cheguem a esta conclusão por perspectivas diferentes. Procuramos mostrar também que as interpretações divergentes da obra de Webern elaboradas pelo filósofo e pelos serialistas são na realidade estruturalmente semelhantes. Por fim, discutimos a maneira como Adorno revisou sua interpretação da obra weberniana à luz do serialismo e, ao mesmo tempo, se valeu dela em sua crítica imanente do serialismo.</p> 2026-02-06T11:43:12-03:00 Copyright (c) https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/7737 Forma e conteúdo na poética materialista e dialética de Mikhail Bakhtin 2026-02-05T21:58:09-03:00 Luiz Borges luizpaixaoteatro@gmail.com <p>A Poética de Mikhail Bakhtin (1895-1975) compreende a relação de indissolubilidade entre a forma e o conteúdo na construção do objeto estético. Em seu trabalho “O problema do conteúdo, do material e da forma na criação literária”, escrito em 1924, apresenta-nos uma profunda e rica discussão sobre o tema, considerando o objeto estético e a obra artística como sustentados por três pilares fundamentais: o conhecimento, a ética e a arte. Ao refletir sobre os processos de criação, o presente trabalho busca contribuir, numa perspectiva bakhtiniana, para o entendimento do caráter social da criação artística, uma vez que esta somente se realiza na configuração das relações humanas objetivas, por meio da dialética forma / conteúdo, sempre observada sob a óptica da responsabilidade do ato ético e estético.</p> 2026-02-04T17:46:29-03:00 Copyright (c) 2026 Luiz Borges https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/7622 Rastros do corpo e a Ninfa Fluida na videoperformance de Ana Mendieta 2026-02-05T21:58:08-03:00 Maiara Gomes martinsgomesmaiara@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">No presente artigo, propomos formas de relações entre a obra </span><em><span style="font-weight: 400;">Butterfly </span></em><span style="font-weight: 400;">(1975) de Ana Mendieta, a ideia de encarnado de Didi-Huberman e a personagem teórica da Ninfa de Aby Warburg. Identificamos que a videoperformance </span><em><span style="font-weight: 400;">Butterfly</span></em><span style="font-weight: 400;"> traz elementos ambíguos que são apreendidos devido à presença que se transforma ora em ausência e ora em reafirmação no corpo da artista. Compreendemos que esta obra possibilita um diálogo entre Aby Warburg e Georges Didi-Huberman fundamentada na personagem da Ninfa Fluida. Sugerimos, à guisa de hipótese, que nesta videoperformance a Ninfa se constrói por meio de rastros, de transitoriedade e da imagem em movimento em um fluxo que não se apreende por completo ou concretamente. Para tal aproximação dialógica, analisamos aspectos composicionais, técnicos e estéticos de </span><em><span style="font-weight: 400;">Butterfly </span></em><span style="font-weight: 400;">que suscitam discussões simbólicas com intuito de corroborar a afirmação de Didi-Huberman (2019) que a Ninfa se faz presente nesta obra de Ana Mendieta.</span></p> 2026-02-05T13:21:40-03:00 Copyright (c) 2026 Maiara Gomes https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/7735 Um Notável déficit de bios 2026-02-05T21:58:09-03:00 Pedro Pennycook pennycook@uky.edu <p style="font-weight: 400;">Demonstro como a crítica hegeliana ao ideal plástico, na escultura grega, fornece um modelo negativo para a agência corporificada. Antes de apontar uma rejeição à corporeidade, Hegel condena a escultura grega por sua incapacidade para expressar o corpo humano em sua efetividade – sua capacidade para agir. Assim, situo a posição hegeliana acerca da “bela harmonia” grega, na qual a escultura incorporaria as limitações e contradições daquela forma de vida. Isso me permitirá ler a maneira distinta como a plasticidade será incorporada nas individualidades humanas e divinas enquanto diagnóstico de época. Finalizo mostrando como Hegel nem renega a natureza humana, nem abandona a condição corporificada do espírito, e sim encontra a verdade da corporeidade na atividade orgânica de agentes singulares.</p> 2026-02-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Pedro Pennycook https://periodicos.ufop.br/raf/article/view/7852 Filosofia Brasileira 2026-02-05T21:58:08-03:00 Vilém Flusser gfoscolo@gmail.com Guilherme Foscolo gfoscolo@gmail.com Erick Felinto erickfelinto@gmail.com <p>Tradução do texto "Filosofia Brasileira", de Vilém Flusser, por Guilherme Fóscolo e Erick Felinto.</p> 2026-02-05T17:25:50-03:00 Copyright (c) 2026 Guilherme Foscolo, Erick Felinto