Abolir o impossível na poesia perpresentativa
Mallarmé, Haroldo de Campos e os modos de presença
DOI:
https://doi.org/10.69640/raf.v19i38.7850Palavras-chave:
modos de presença, literatura, poesia concretaResumo
O artigo faz uma leitura comparativa entre os modos de presença de Rodrigo Duarte e as poéticas-críticas de Mallarmé e Haroldo de Campos, a partir da investigação a respeito do duplo aspecto da irrepresentação. Assume, assim, a tarefa sugerida por Duarte de investigar a propriedade de uma suposta relação prioritária entre os fenômenos musicais – sentido estrito – e a capacidade de compreender fenômenos extremos – sentido amplo. Essa intuição é questionada por um duplo movimento: i) a separação entre irrepresentação e irrepresentável; ii) a sugestão de que a representação – o fenômeno literário – é que talvez pudesse almejar alguma prioridade. Mallarmé e Haroldo são mobilizados como exemplos de poesia perpresentativa e colocados em par com a temática da possibilidade ou impossibilidade da poesia pós-Auschwitz. Por fim, propõe a rediagramação dos modos de presença, realocando a perpresentação entre os vértices de um triângulo – por ser híbrida – e fora do plano – porque também pode lidar com o irrepresentável. Assim, desfaz-se a ilusão de prioridade, tanto da irrepresentação, quanto da representação.
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