Uma crítica da vivência e da empatia. Benjamin, Brecht e Dilthey
DOI:
10.69640/pnbfkx82Palavras-chave:
Benjamin; empatia; Brecht; teatro épico; Dilthey; vivência; revivenciar; epistemologia das ciências humanas.Resumo
O foco do presente trabalho é a noção de “empatia” (Einfühlung) em Brecht e Benjamin, que será associada às noções “vivência” (Erlebnis) e “revivenciar” (nacherleben) em Dilthey. Após uma breve menção ao estatuto da empatia nos primeiros trabalhos de Benjamin (anos 1920), trataremos de duas tarefas críticas: 1) a criação de uma crítica estético-política da empatia em Brecht e nos ensaios de Benjamin sobre Brecht (escritos nos anos 1930); 2) a transformação dessa crítica estético-política numa crítica epistemológico-política na Tese VII de Sobre o conceito de história (1940). Procuraremos, ao mesmo tempo, fazer um mapeamento das menções de Benjamin a Dilthey, nessa fase do seu pensamento, mostrando que Dilthey pode ser visto como um dos alvos principais da crítica epistemológico-política da empatia. Como a presença de Dilthey não é muito frequente nos estudos benjaminianos, faremos também uma explanação das ideias fundamentais deste autor, quanto aos tópicos que nos interessam (vivência, revivenciar e epistemologia das ciências humanas).
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- 2026-11-03 (2)
- 2026-11-03 (1)
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