https://periodicos.ufop.br/virtualia-journal/issue/feedVirtualia Journal2026-02-04T13:24:46-03:00Rafael Martinsvirtualiajournal@gmail.comOpen Journal Systems<p style="text-align: justify;">ISSN: 2763-8545<br>Periódico de pesquisa em filosofia criada por alunos e professores do Departamento de Filosofia cujo objetivo é a publicação de artigos, resenhas e traduções em Filosofia.<br>Publicação do Departamento de Filosofia (DEFIL) do Instituto de Filosofia Artes e Cultura (IFAC) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).<br>Periodicidade semestral.</p>https://periodicos.ufop.br/virtualia-journal/article/view/8433Panorama sobre o conceito de encarnação. Do século IV d.C ao XVIII2026-02-02T12:00:31-03:00Fabiano Veliqveliqs@gmail.com<p align="justify">O presente artigo tem como objetivo traçar um panorama sobre o conceito de encarnação a partir do século IV d.C até o século XVIII. Tal recorte se justifica na medida em que o século IV marca um divisor de águas na história da igreja cristã e suas decisões, principalmente a partir do concílio de Niceia darão o tom do debate em torno do conceito de encarnação nos séculos posteriores até depois da reforma protestante do século XVI. Para traçar tal panorama nosso texto se inicia com o debate cristológico do século IV que culmina na formulação do credo niceno-constantinopolitano em 381 d.C, em seguida analisamos como que o conceito de encarnação é tratado por três autores da escolástica, a saber, Alexandre de Hales, São Boaventura e São Tomás de Aquino, e na sequência ressaltamos o tom do debate na modernidade até o século XVIII.</p>2026-02-01T22:43:32-03:00Copyright (c) 2026 Virtualia Journalhttps://periodicos.ufop.br/virtualia-journal/article/view/8328Câmeras e corpos2026-02-01T23:08:06-03:00Igor Nascimentoprof.igornascim@gmail.com<p>Seguindo os passos de Heidegger e Cavell, o texto pretende explorar como os avanços tecnológicos desenvolveram novas relações dos sujeitos com as imagens. Em particular, será argumentado que temos um anseio por ver – tomamos a visão como o sentido primordial, de modo a deixar de lado outras formas de nos relacionarmos com o mundo senão através do contato visual enquanto uma forma de consumo. Para elaborar essa perspectiva, serão analisadas partes do filme Homens, mulheres e filhos e como dos personagens centrais tem seu desenvolvimento afetado pelo consumo de imagens.</p>2026-02-01T22:43:51-03:00Copyright (c) 2026 Virtualia Journalhttps://periodicos.ufop.br/virtualia-journal/article/view/8212Sócrates Viajante2026-02-01T23:08:06-03:00Gilberto de Melo Caldatgilbertomcaldat@gmail.com<p>Este artigo pretende apresentar o personagem do Sócrates platônico da <em>República</em> como uma espécie de viajante, utilizando-se para isso de algumas imagens de viagem que Platão lança mão logo no início de seu diálogo: a catábase, a <em>theōriā</em>, as viagens náuticas, as jornadas de longa distância. Pretende-se com isso demonstrar que mesmo o sedentaríssimo Sócrates que, segundo Diógenes Laércio, não viajou senão em ocasiões de guerra, ou ainda, o Sócrates, o mais enraizadamente ateniense dos filósofos, pode ser visto também sob o prisma de um certo nomadismo.</p>2026-02-01T21:58:32-03:00Copyright (c) 2026 Virtualia Journalhttps://periodicos.ufop.br/virtualia-journal/article/view/8262O Campo de Batalha Simbólico do Woke2026-02-01T23:08:06-03:00Vitor Emanuel Grippvitorxpto@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O artigo analisa a circulação contemporânea do termo “woke” e sua metamorfose de gesto de despertar antirracista em repertório mercadológico. A partir de uma genealogia conceitual e de três estudos de caso (Bud Light, Jaguar e American Eagle), investiga como campanhas publicitárias reconfiguram identidades, transformando diferenças em valor simbólico e simulacro. Articula-se Foucault, Deleuze, Han e Baudrillard para mostrar como a diferença pode tanto abrir linhas de fuga quanto ser reabsorvida pela lógica do capital, operando como dispositivo de poder que modula subjetividades pela positividade e visibilidade. O ensaio conclui que a política da identidade, ao entrar no mercado, corre o risco de se tornar superfície de consumo, esvaziando seu potencial emancipatório.</span></p>2026-02-01T22:06:49-03:00Copyright (c) 2026 Virtualia Journalhttps://periodicos.ufop.br/virtualia-journal/article/view/8309A reversão do momento protético2026-02-01T23:08:06-03:00Rodrigo Mickusrodrigo.mickus@gmail.com<p>Neste trabalho examinamos a dupla função da tecnologia, a saber, a ampliação dos sentidos humanos, o momento protético da tecnologia, e a reversão dessa ampliação dos sentidos humanos sobre o frágil e minúsculo corpo humano, pelo qual tanto a máquina se torna armadura quanto se torna um gerador de excesso de estímulos inundando o corpo humano. Mapeamos essa diferença a partir dos diferentes modos técnicos da produção capitalista, da manufatura à maquinaria e inscrevemos a dupla função da tecnologia nas condições de transformação do aparelho psicossensorial humano, acarretada pelo processo de modernização industrial. É a partir da modernização industrial que a reversão do momento protético ocorre: da técnica como apêndice instrumental do homem, ao homem como órgão apêndice da maquinaria técnica submetida ao processo de valorização do valor capitalista.</p>2026-02-01T22:10:15-03:00Copyright (c) 2026 Virtualia Journalhttps://periodicos.ufop.br/virtualia-journal/article/view/8253Habermas e o Contexto Brasileiro: Tradução Teórica e Desafio Prático2026-02-04T13:24:46-03:00Marco Bettinemarcobettine@usp.br<p>O artigo “Habermas e o Contexto Brasileiro: Tradução Teórica e Desafio Prático” propõe uma leitura situada da teoria habermasiana, reinterpretando a racionalidade comunicativa a partir das condições históricas, sociais e políticas do Brasil. A partir da ideia de que “pensar Habermas desde o Sul” implica uma travessia epistemológica e não apenas terminológica, o texto examina as tensões entre o universalismo da teoria e a contingência periférica das sociedades latino-americanas. Sustenta-se que, no Brasil, a linguagem é simultaneamente meio de entendimento e arena de disputa simbólica, em que o reconhecimento se converte em luta cotidiana contra desigualdades estruturais. A teoria do agir comunicativo, ao ser relida desde o Sul, adquire densidade ética e política: torna-se um projeto de razão insurgente, que transforma a escuta em ato de emancipação e a linguagem em instrumento de reconstrução democrática.</p>2026-02-04T13:24:46-03:00Copyright (c) 2026 Virtualia Journal