Aprendizagem colaborativa no ensino de Libras como segunda língua para alunos ouvintes

  • Joseane Rosa Santos Rezende Instituto Federal de Brasília Campus Recanto das Emas
Palavras-chave: Libras, Aprendizagem, Aprendizagem Colaborativa

Resumo

O ensino da Libras ganha cada vez mais espaço na comunidade ouvinte, seja em ambientes acadêmicos, religiosos, virtuais, dentre outros. Ensinar línguas com vista à efetiva aprendizagem do aluno exige metodologias voltadas à comunicação de maneira prática e usual, assim, os aprendizes devem usar a língua-alvo de forma dinâmica e produtiva. Portanto, é importante aplicar metodologias para que esta língua visuogestual seja aprendida eficazmente e os ouvintes interajam com os surdos de maneira satisfatória. Conforme estudos apontados por Figueiredo (2016), a aprendizagem colaborativa tem sido uma importante abordagem na aprendizagem de uma segunda língua. Tal aprendizagem advém da teoria sociocultural de Vygosty (1998), aplicada nas línguas orais, porém, o objetivo desta pesquisa é analisar como a aprendizagem colaborativa influencia na aprendizagem da língua de sinais. Os resultados mostram que através da aprendizagem colaborativa, os alunos assimilaram e aprenderam melhor os conteúdos estudados, pois o trabalho colaborativo foi mais enriquecedor.

Biografia do Autor

Joseane Rosa Santos Rezende, Instituto Federal de Brasília Campus Recanto das Emas
Docente da área de Libras.

Referências

BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras e dá outras providências. Presidência da República, Casa Civil, Brasília, DF, 24 abr 2002. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm. Acesso em: 19/07/ 2018.

CELANI, Maria Antonieta Alba. Afinal, o que é Linguística Aplicada? In: PASCHOAL, Mara Sofia Zanotto de; CELANI, Maria Antonieta Alba. (orgs.) Linguística Aplicada: da aplicação da linguística à linguística transdiciplinar, São Paulo: EDUC, 1992. cap. 1, p. 15-24.

COOPER, Robert L. What do we learn when we learn a language? In: FIGUEIREDO, Francisco José Quaresma de. Aprendendo com os erros: uma perspectiva comunicativa de ensino de línguas, 3. ed. rev. e ampl. Goiânia: Editora UFG, 2015.

DEMO, Pedro. Metodologia do conhecimento científico, São Paulo: Atlas, 2000.

DILLENBOURG, Pierre. What do you mean by collaborative learning? In: DILLENBOURG, Pierre. (Ed.) Collaborative-learning: Cognitive and Computational Approaches, Oxford: Elsevier, 1999. Disponível em: http://tecfa.unige.ch/tecfa/publicat/dil-papers-2/Dil.7.1.14.pdf.
Acesso em: 26/07/ 2018.

ELLIS, Rod. Understanding Second Language Acquisition, Oxford: Oxford University Press, 1985.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio: o dicionário da Língua Portuguesa. Século XXI, 3. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

ESTEBAN, Maria Paz Sandin. Pesquisa qualitativa em educação: fundamentos e tradições, Porto Alegre: AMGH, 2010.

FIGUEIREDO, Francisco José Quaresma de. Aprendendo com os erros: uma perspectiva comunicativa de ensino de línguas, 3. ed. rev. e ampl. Goiânia: Editora UFG, 2015.

_____. Aquisição e aprendizagem de segunda língua. Signótica. Goiânia, v. 7, nº 1, p. 39-58, 1995. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/sig/article/view/7380/5246. Acesso em: 25/07/ 2018. DOI: https://doi.org/10.5216/sig.v7i1.7380.

FIGUEIREDO, Francisco José Quaresma de. (org.) A aprendizagem colaborativa de línguas, Goiânia: Ed. da UFG, 2006.

_____. FIGUEIREDO, Francisco José Quaresma de. (org.) Formação de professores de línguas estrangeiras: princípios e práticas. 2. ed. rev. e ampl. Goiânia: Editora UFG, 2017.
GASS, Susan; SELINKER, Larry. Second Language Acquisition: an Introductory Course, Third Edition. New York: Routledge, 2008.

GESSER, Audrei. Libras? que língua é essa? Crenças e preconceitos em torno da Língua de Sinais e da realidade surda, São Paulo: Parábola Editorial, 2009.

GUEDES, Jefferson. Aprendizagem Colaborativa: um perfil para educadores e educandos, 2003, 143 f., (Dissertação de Mestrado em Engenharia da Produção), Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

HAMMARBERG, Björn. Roles of L1 and L2 in L3 production and acquisition. In: CENOZ, Jasone; HUFEISEN, Britta; JESSNER, Ulrike. (Ed.). Cross-linguistic influence in third language acquisition: Psycholinguistic perspectives, Clevedon: Multilingual Matter, 2001.

KRASHEN, Stephen D. Second language acquisition and second language learning. In: FIGUEIREDO, Francisco José Quaresma de. Aquisição e aprendizagem de segunda língua, Signótica, Goiânia, v. 7, n. 1, p. 39-58, 1995. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/sig/article/view/7380/5246. Acesso em: 25/07/2018. DOI: https://doi.org/10.5216/sig.v7i1.7380.

LAGO, Neuda Alves do. Um olhar pelos recônditos: fatores afetivos e aprendizagem de línguas estrangeiras. In: CRUZ, Neide Cesar; PINHEIRO-MARIZ, Josilene (Org.). Ensino de línguas estrangeiras: contribuições teóricas e de pesquisa, Campina Grande: EDUFCG, 2011.

McLAUGHLIN, Barry. Second-language acquisition in childhoold. In: FIGUEIREDO, F Francisco José Quaresma de. Aquisição e aprendizagem de segunda língua, Signótica, Goiânia, v. 7, n. 1, p. 39-58, 1995. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/sig/article/view/7380/5246. Acesso em: 25/07/2018. DOI: https://doi.org/10.5216/sig.v7i1.7380.

MOORE, Matthew S.; LEVITAN, Linda. For Hearing People Only: Answers to Some of the Most Commonly Asked Questions about Deaf Community, its Culture, and the “Deaf Reality”, New York: Deaf Life Press, 1993.

OLIVEIRA-SILVA, Claudney Maria de. A aprendizagem colaborativa de inglês instrumental por alunos surdos: Um estudo com alunos do curso de Letras: Libras da UFG, 2017, 288 f., Tese de Doutorado em Letras e Linguística), Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, Goiânia.

PERLIN, Gladis. Metodologia do Ensino de Libras para Ouvintes – L2, Santo Ângelo: Uníntese, 2016.

SCARCELLA, Robin C.; OXFORD, Rebecca L. The Tapestry of Language Learning, Boston: Heinle & Heinle Publishers, 1992.

SPAGNOLO, Carla; MANTOVANI, Ana Margô. Aprendizagem Colaborativa na educação escolar: novas perspectivas para o processo de ensinar e aprender. Colabor@ - Revista Digital da CVA – Ricesu. Porto Alegre, volume 8, nº 30, 2013. Disponível em: http://pead.ucpel.tche.br/revistas/index.php/colabora/article/viewFile/258/181. Acesso em: 27/07/2018.

SWAIN, Merrill. The output hypothesis and beyond: mediating acquisition through collaborative dialogue. In: LANTOLF, James P. (Ed.). Sociocultural theory and second language learning, Hong Kong: Oxford University Press, 2000.

TORRES, Patrícia Lupion; IRALA, Esrom Adriano F. Aprendizagem Colaborativa: teoria e prática. In: TORRES, Patrícia Lupion. (org.) Complexidade: redes e conexões na produção do conhecimento, Curitiba: SENAR – PR, 2014. Disponível em: http://www.agrinho.com.br/materialdoprofessor/aprendizagem-colaborativa-teoria-e-pratica. Acesso em: 23/07/ 2018.

VYGOTSKY, Lev Semyonovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: M. Fontes, 1998.
Publicado
2020-11-04