A trajetória do espetáculo O Improvável Amor de Luh Malagueta e Mc Limonada (2016-2019)

Resumo

Este artigo pretende lançar um olhar sobre a trajetória do espetáculo O improvável amor de Luh Malagueta e Mc Limonada, apresentado em Brasília entre 2016 e 2019, considerando as singularidades de gesto e de fala do casal de atores, o ator tem Síndrome de Down e a atriz, leve gagueira. Busca-se evidenciar o processo de ensaios, a direção, a recriação coletiva do texto, a encenação, na ótica de valorização das pessoas com deficiência, por meio do teatro.

 

Biografia do Autor

Mônica Ferreira Gaspar de Oliveira, Universidade de Brasilia
Mestranda em artes cênicas na UnB, Brasília - DF com pesquisa na área de teatro e deficiencia.
Alice Stefania, Universidade de Brasilia

Pós-Doutorado em Artes da Cena na UNICAMP (2019), Doutorado em Artes Cênicas pela UFBA (2007) e Mestrado em Artes pela UnB (2000).

Lidia Olinto, Universidade de Brasiliaa
pós-doutoranda, PPGCEN - UnB-DF, mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da UNICAMP

Referências

(...) a área expressiva apresenta-se mais atrasada e defasada do que a receptiva e do que a função simbólica, assim como o desenvolvimento lexical receptivo e expressivo das crianças com SD é inferior ao de crianças com DT, mesmo quando pareadas pela mesma idade mental. [...]. A SD gera um déficit no desenvolvimento da linguagem, mas, mesmo com essa dificuldade, a pessoa com a síndrome tem a competência para utilizar a linguagem e desenvolvê-la, caso esse processo seja estimulado de forma eficaz pelos familiares e por uma equipe multidisciplinar, em especial pelo fonoaudiólogo (REGIS, et al, 2017, p. 272).

“A criação coletiva, tal como foi praticada no Brasil dos anos 70, significou sempre a supressão do dramaturgo” (TROTTA, 2012, p. 81)

as naturais características contidas nas chamadas disfunções e distúrbios do corpo e da mente mostram-se como elementos que, se eficientemente, trabalhados, poderão sim, ter um papel predominante no exercício da cena e na mobilização da assistência. Para isso, entretanto será importante que haja o reconhecimento, a contextualização e o compartilhamento significativo do objeto em questão. (TONEZZI, 2001, p.62).

Publicado
2020-07-29