A Cartografia do Corpo-sem-Órgãos: a concepção do corpo em Artaud

Resumo

A investigação aqui realizada se propõe a discutir a possibilidade de que o Corpo-Sem-Órgãos, conceito fundamental da obra tardia de Antonin Artaud (1948), pudesse já se mostrar de algum modo presente em sua obra desde o início, ainda que de modo subjacente. Para tanto, discutir-se-á três recortes temporais distintos: a entrada de Antonin Artaud no Movimento Surrealista, seu encontro com os índios Tarahumaras no México e, por fim, seu internamento no hospital de Rodez. Momentos que, se não dialogam diretamente entre si, servem para que se mapeie o movimento do desejo em direção ao Corpo-sem-orgãos: as escolhas de Artaud, suas veredas e trajetórias em direção à formação de sua concepção de corpo-vida.

Biografia do Autor

Ceres Vittori Silva, UEL
Ceres Vittori Silva é Doutora e docente do curso de Artes Cênicas na Universidade de Londrina (UEL). Autora da tese Pistas, Rizomas, Devires: Por uma cartografia da peça radiofonica “Para acabar de vez com o julgamento de deus” (2015). 
Gabriel Mafort Gomes Paleari, UEL
Gabriel Mafort Gomes Paleari é Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Entre 2015e 2018, participou como bolsista no Projeto de pesquisa em Ensino Resquícios do Corpo Sonoro em Antonin Artaud e Klauss Vianna, Coordenado pela Prof. Drª Ceres Vittori.

Referências

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SILVA, Ceres Vittori. Pistas, Rizomas, Devires: Por uma cartografia da peça radiofônica “Para acabar de vez com o julgamento de Deus. Tese doutorado em Letras na Universidade Estadual de Londrina. Londrina. 2015.

Publicado
2020-05-01