Gukurahundi in retrospect: Theatre performance as a cultural public sphere

Resumo

Resistir durante o Gukurahundi era virtualmente impossível, especialmente em campos de detenção como Bhalagwe e Matopo. Até o lançamento da Quinta Brigada em  Matabeleland e em algumas regiões centrais, o governo da época impediu o acesso da imprensa a essas áreas, banindo jornalistas sem permissão formal. Enquanto alguns sobreviventes dos campos de detenção e da brutalidade no Gukurahundi compartilharam suas experiências com familiares ao longo dos anos, outros escolheram o silêncio. Dentre as narrativas feitas em primeira mão sobre o  Gukurahundi que emergiram de várias plataformas, uma narrativa “alternativa” começa a infectar a opinião e o discurso públicos. É considerada “alternativa” porque contesta a meta-narrativa governamental de “momento de loucura” (Gaidzanwa, 2015). Neste artigo, Eu examino o espetáculo de Victory Siyanqoba denominado Talitha Koum (Alguém mentiu) enquanto exemplo da habilidade de uma esfera pública cultural em dar vozes àqueles que perderam as suas próprias, como os sobreviventes e seus filhos, de uma forma que perturba o passado, trazendo ao público narrativas alternativas, além de instigar debates e discursos em torno do Gukurahundi.

Biografia do Autor

Nkululeko Sibanda, University of Pretoria

Nkululeko Sibanda é professor de teatro na Universidade de Pretoria, África do Sul. Tem doutorado (Ph.D.) em Teatro e Estudos da Performance pela Universidade de KwaZulu-Natal (Howard College). A necessidade de desenvolver um modelo de teoria e prática teatral relevante e eficaz dentro da prática teatral africana (e a partir de um paradigma africano) está na base de seus esforços de pesquisa.

Publicado
2020-12-05