Corpografar (Re)Existências nos territórios negros de Porto Alegre

Palavras-chave: Corpografia Urbana, territórios negros, Poéticas Pretas, Performance, Cidade

Resumo

Este artigo objetiva reafirmar a presença de territórios negros no centro da cidade de Porto Alegre por meio da arte e cultura negra. Para tanto, buscamos corpografar as práticas de (re)existência diante das lógicas excludentes e segregacionista que expulsam os corpos negros do centro para as margens da cidade. Analisamos, assim, esses processos de higienização e evidenciamos a formação de territórios negros da capital gaúcha.

Biografia do Autor

Mariana Gonçalves, UFRGS

Mariana Gonçalves da Silva é Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da UFRGS e integrante do Núcleo de Estudos em Políticas e Tecnologias Contemporâneas de Subjetivação.

Carolina dos Reis, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Carolina dos Reis é Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da UFRGS e integrante do Núcleo de Estudos em Políticas e Tecnologias Contemporâneas de Subjetivação.

Referências

ALMEIDA, Sílvio. Programa Roda Viva [Entrevista concedida a Vera Magalhães]. TV Cultura. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=L15AkiNm0Iw. Acessado em: setembro de 2020.

BITTENCOURT JR, Iosvaldir Carvalho. Relógios da Noite: uma antropologia da territorialidade e da identidade negra em Porto Alegre. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação em Antropologia Social. UFRGS. Porto Alegre, 1995.

BRITTO, Fabiana Dultra; JACQUES, Paola Berenstein. Corpocidade: arte enquanto micro-resistência urbana. Fractal: Revista de Psicologia, v. 21, n. 2, p. 337-349, 2009.

DANIEL, Yvonne. O poder do corpo dançante na performance afrodescendente. Rebento, v. 7, n. 6, p. 17-50, 2017.

GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Editora Vozes Limitada, 2019.

JACQUES, Paola Berenstein. Corpografias urbanas. Vitruvius. Arquitextos, v. 8, 2008.

MACHADO, Adilbênia Freire. Ancestralidade e encantamento como inspirações formativas: filosofia africana e práxis de libertação. Páginas de Filosofia, v. 6, n. 2, p. 51-64, 2014.

MARTINS, Leda. Performances da Oralitura: Corpo, Lugar da Memória. Letras, n. 26, p. 63-81, 2003. doi:https://doi.org/10.5902/2176148511881.

MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção (original publicado em 1945). São Paulo: Martins Fontes, 1999.

OLIVEIRA, Eduardo David de. Filosofia da ancestralidade: corpo e mito na filosofia da Educação Brasileira- UFC. 2005. 353f. - Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-graduação em Educação Brasileira, Fortaleza (CE), 2005.

RAMOS, Maria Estela Rocha. Origens da segregação espacial da população afrodescendente em cidades brasileiras. Espaço Urbano e Afrodescendência: Estudos da espacialidade negra urbana para o debate das políticas públicas. Fortaleza: UFC Edições, 2007.

SODRÉ, Muniz. Samba, o dono do corpo. Mauad Editora Ltda, 1998.

SODRÉ, Muniz. O terreiro e a cidade: a forma social negro-brasileira. Mauad Editora Ltda, 2019

TORRE, Saturnino. DE LA. Sentipensar: estratégias para un aprendizaje creativo. Mimeo, 2001.

VARELA, Francisco., THOMPSON, Evan. & Rosh. Eleanor. . L’inscription corporelle de l’esprit. Sciences cognitives et expérience humaine. Paris: Editions du Seuil, 1993.

VIEIRA, Daniele Machado. Territórios negros em Porto Alegre/RS (1800–1970): geografia histórica da presença negra no espaço urbano. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós Graduação em Geografia. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2017.

Publicado
2020-12-05