O ensino de Filosofia e a Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Médio - BNCC-EM

  • Evandro Oliveira de Brito Universidade Estadual do Centro-Oeste

Resumo

Trato neste trabalho de reconsiderar a análise radical e desesperançosa acerca do ensino de filosofia no Brasil, a qual publiquei com o título “Posfácio a uma década iluminada: filosofia no ensino médio (☆2008 – ✝2016)” (BRITO, 2017). Além disso, reproduzo com algumas alterações circunstanciais os três principais pontos apresentados na análise do referido Posfácio, a saber: i) aonde se queria chegar (por meio do ensino de filosofia no ensino médio) e já não se podia mais; ii) o problema do ensinar filosofia que impedia ir aonde se queria e sua solução; iii) a partir de onde ensinar filosofia no ensino médio fazia sentido. Agrego outros dois tópicos a esses três listados: iv) a BNCC por ela mesma em cinco definições e um fluxograma; v) “O caráter filosófico do “desenvolvimento de competências” e “aquisição de habilidades”. Com este último ponto, sugerido em forma de questionamento, apresento descritivamente o novo “lugar” do ensino de filosofia no currículo da educação básica, tal como foi estabelecido pela nova BNCC-EM (2018). Finalmente, questiono se o seu caráter utópico pode ser efetivado no ensino médio a partir do Programa Residência Pedagógica em Filosofia, pois a tese de que o ensino de filosofia deve ser orientado para “o desenvolvimento de competências e a aquisição de habilidades” já pressupõe competências e habilidades didático-filosóficas” dos docentes. Por isso mesmo, tais competências e habilidades didático-filosóficas demandam um processo de formação docente orientado para a implementação de um currículo que deveria estar demarcado pelos eixos sintático, semântico, e pragmático respectivos a cada área de conhecimento.

Publicado
2020-11-30
Seção
Artigos