O papel das rádios comunitárias gaúchas na pandemia do coronavírus: sintomas do adoecimento da fala popular

Palavras-chave: rádios comunitárias, coronavírus, comunicação comunitária

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar de que modo as rádios comunitárias gaúchas atuaram diante do novo coronavírus. Considerando que estes dispositivos de comunicação, não só são regidos por uma legislação específica, bem como – e por conta disso também – apresentam uma outra função no contexto midiático, procuramos esmiuçar o impacto que este acontecimento provocou no seu fazer e como essas mudanças afetaram a relação que elas estabelecem nas comunidades onde estão instaladas. Ancoradas metodologicamente na Análise de Conteúdo e a partir de um corpus que contabiliza 24 emissoras dispersas pelo território do Rio Grande do Sul, nossa pesquisa deixa transparecer que há indícios de que a pandemia agravou os sintomas de adoecimento na fala popular.

Biografia do Autor

Vanessa Costa de Oliveira, UNISC

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional, da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), jornalista e mestra pela mesma instituição. E-mail: nessa.costa.oliveira@gmail.com.

Patrícia Regina Schuster, UNISC

Professora dos Cursos de Comunicação e Fotografia da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Doutora em Comunicação Midiática pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM),  Jornalista e mestra em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). E-mail: pati.jornalista@gmail.com.

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Publicado
2020-11-08
Seção
Dossiê “Rádio e catástrofes"