Artes do contemporâneo:

Vida, criação e multiplicidade.

  • Valdir Pierote Silva Universidade de São Paulo (USP), São Paulo
  • Denise Dias Barros Universidade de São Paulo (USP), São Paulo
Palavras-chave: África, Estética, Artes do contemporâneo africano, Artes e etnicidades, Letramento e alteridade.

Resumo

Este artigo se propõe a construir zonas de vizinhança reflexivas em diálogo com as artes do contemporâneo africano, sublinhando a complexidade e multiplicidade de seus universos estéticos, que entrelaçam e embaralham constantemente arte e vida. Ao mesmo tempo, afirma a necessidade de outro letramento que possibilite compreensões sobre o continente africano com desconstrução de formulações conceituais coloniais persistentes. Por fim, sinaliza um campo multifacetado, em plena ebulição, movimento e inventividade, que se desdobra na necessidade de pluralização de referenciais, a fim de gerar experiências e problematizações políticas e estéticas que possibilitem a construção de novos devires.

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Biografia do Autor

Valdir Pierote Silva, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo
Mestre em Estética e História da Arte pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo. Membro e pesquisador da Casa das Áfricas, núcleo Amanar. 
Denise Dias Barros, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo
Docente e orientadora do Programa de Pós-graduação Interunidade em Estética e História da Arte da USP. Antropóloga e terapeuta ocupacional dedicada aos estudos africanos, particularmente selo-saarainos, com destaque para as sociedades Dogon e Kel Tamacheque. Membro fundador da Casa das Áfricas e do núcleo Amanar

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Publicado
2020-04-30