O duplo papel da imaginação no sublime kantiano

  • Vladimir Vieira

Resumo

O objetivo desse artigo é discutir o papel desempenhado pela imaginação para a produção do sublime na Crítica da faculdade de julgar (1790). Mostrarei que, por um lado, Kant permanece de certo modo ligado à tradição que o precede, pois privilegia os poderes reprodutivos dessa faculdade na exposição do caso matemático. O caso dinâmico, entretanto, não pode ser pensado sem que sejam postos em jogo também os seus poderes produtivos, o que indica uma ruptura com essa mesma tradição que aponta para os futuros desdobramentos da questão no período romântico.
Publicado
2017-04-20
Seção
Filosofia da imagem e da imaginação