Imagem, Absurdo e revolta em Albert Camus

  • Gilberto Bettini Bonadio Universidade Federal de São Paulo
Palavras-chave: Camus, imagem, absurdo, revolta

Resumo

Este artigo pretende investigar como a imagem é preponderante para as reflexões sobre o absurdo e a revolta no pensamento filosófico de Albert Camus. Para o autor, a imagem fornece ocasião para a reflexão e não se separa desta, uma vez que o pensamento por imagens configura-se como um pensamento mais integral, operando no entrecruzamento da experiência sensível com a reflexão filosófica. Sendo assim, pode-se dizer que Camus sugere à filosofia de seu tempo pensar a condição humana a partir da diluição das fronteiras entre o texto filosófico e a narrativa literária, propondo ao filósofo uma recusa à mera construção de sistemas conceituais que, no limite, apartam pensamento e experiência. Para Camus, tal filosofia se configuraria por meio da imagem, conduzindo a uma reflexão lúcida sobre a existência humana.

Biografia do Autor

Gilberto Bettini Bonadio, Universidade Federal de São Paulo
Doutorando em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo; Área de concentração: Estética e Filosofia da Arte; Subjetividade, arte e cultura -  Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - EFLCH-UNIFESP, campus Guarulhos.
Publicado
2018-08-10
Seção
Estética e Filosofia - Aesthetics and Philosophy