DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE O TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO EM UMA REDE SOCIAL DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19

  • Nathalia de Oliveira Pires Centro de Ciências da Saúde, Curso de Enfermagem, Universidade Estadual do Ceará, Av. Dr. Silas Munguba, 1700 - Itaperi, 60714-903, Fortaleza, Ceará, Brasil
  • Gislei Frota Aragão Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Universidade Federal do Ceará (UFC), Rua Cel Nunes de Melo 1127, Fortaleza 60431–970, Brasil 3 Centro de Ciências da Saúde, Curso de Medicina, Universidade Estadual do Ceará, Av. Dr. Silas Munguba, 1700 - Itaperi, 60714-903, Fortaleza, Ceará, Brasil
  • Kelly Rose Tavares NEVES Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Universidade Federal do Ceará (UFC), Rua Cel Nunes de Melo 1127, Fortaleza 60431–970, Brasil. Centro de Ciências da Saúde, Curso de Medicina, Universidade Estadual do Ceará, Av. Dr. Silas Munguba, 1700 - Itaperi, 60714-903, Fortaleza, Ceará, Brasil
Palavras-chave: Educação em saúde, Mídia social, Transtorno do Espectro Autista.

Resumo

O objetivo deste trabalho é relatar uma experiência do projeto de extensão "Criar para informar", realizado pelo Grupo de Estudos em Neuroinflamação e Neurotoxicologia com foco no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) - GENIT/UECE, através da divulgação de informações sobre o TEA e COVID-19 na rede social Instagram®. A partir de julho de 2020, o perfil “@genit_neurociencias” elaborou uma série de publicações denominada “Genitinho Informa”: orientação e cuidados para familiares/cuidadores de pessoas com TEA durante a pandemia do COVID-19". O processo de elaboração das publicações foi feito em etapas que começa com a seleção e resumo de artigos científicos, edição das imagens, envio e correção pelos orientadores do projeto, e finalmente a divulgação. Foram selecionadas seis postagens para análise de acordo com os parâmetros disponibilizados no referido aplicativo. Como resultado, observa-se que as publicações apresentaram informações relevantes, de maneira didática e ilustrativa, as quais contribuíram para uma comunicação eficaz direcionada à população em geral. Conclui-se que o uso das redes sociais digitais são eficientes recursos para disseminar informações, conferindo praticidade aos seus usuários e são bem recebidas pelo público, além de contribuírem para a popularização do conhecimento científico.

Biografia do Autor

Nathalia de Oliveira Pires, Centro de Ciências da Saúde, Curso de Enfermagem, Universidade Estadual do Ceará, Av. Dr. Silas Munguba, 1700 - Itaperi, 60714-903, Fortaleza, Ceará, Brasil

Graduanda em Enfermagem pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) (2016 -), bolsista de Extensão pela UECE, atualmente membro e secretária de eventos do Grupo de Estudos em Neuroinflamação e Neurotoxicologia no Transtorno do Espectro Autista (GENIT) e criadora de conteúdo digital com atuação na produção de textos para web, aplicação de estratégias de marketing digital, escrita de artigos e elaboração de imagens para publicações nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter). Desde 2020 também faço parte de um grupo de estudos sobre Cuidados Paliativo vinculado ao Instituto Dr. José Frota (IJF), desenvolvendo pesquisas sobre o tema e a escrita de artigos científicos.

Gislei Frota Aragão, Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Universidade Federal do Ceará (UFC), Rua Cel Nunes de Melo 1127, Fortaleza 60431–970, Brasil 3 Centro de Ciências da Saúde, Curso de Medicina, Universidade Estadual do Ceará, Av. Dr. Silas Munguba, 1700 - Itaperi, 60714-903, Fortaleza, Ceará, Brasil

Graduado em Farmácia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com Mestrado e Doutorado em Farmacologia. Professor Adjunto do Curso de Medicina da Universidade Estadual do Ceará (UECE) Coordenador do Grupo de Estudo em Neuroinflamação e Neurotoxicologia com foco no Transtorno do Espectro Autista (GENIT/UECE). Pesquisador e Coordenador do Laboratório de Exames Laboratoriais e Toxicológicos do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM/UFC). Colaborador nos Programas de pós-graduação em Ciências Fisiológicas (UECE) de Medicina Translacional (UFC) e nos Mestrado profissionais de Farmacologia Clínica (UFC) e no Mestrado em Transplantes (UECE), desenvolvendo projetos na área de neurofarmacologia, neurotoxicologia, neuroinflamação e farmacovigilância.

Kelly Rose Tavares NEVES, Departamento de Fisiologia e Farmacologia, Universidade Federal do Ceará (UFC), Rua Cel Nunes de Melo 1127, Fortaleza 60431–970, Brasil. Centro de Ciências da Saúde, Curso de Medicina, Universidade Estadual do Ceará, Av. Dr. Silas Munguba, 1700 - Itaperi, 60714-903, Fortaleza, Ceará, Brasil

Graduada em Farmácia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com mestrado em Saúde Pública pela Universidade Estadual do Ceará e doutorado em Farmacologia pela UFC. Durante a graduação foi bolsista do GPUIM (Grupo de Prevenção ao Uso Indevido de Medicamentos), desenvolvendo projetos na área de Farmacovigilância. Já trabalhou na Escola de Saúde Pública, no Curso de Especialização em Assistência Farmacêutica e tem experiência na metodologia de Aprendizagem Baseado Problemas (PBL). Tem experiência em Vigilância Sanitária. Foi docente do Curso de Farmácia da Faculdade Mauricio de Nassau. É farmacêutica concursada na UFC, trabalhou como Farmacêutica Hospitalar do Hospital Universitário Walter Cantídio. Atualmente é pesquisadora do Laboratório de Neurofarmacologia. Foi membro do Comitê de Ética em Pesquisa Animal do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM-UFC) por dois anos. Foi membro do Grupo de Estudos em Transtorno do Espectro Autista da Secretaria de Acessibilidade da UFC. É orientadora do Grupo de Estudo em Neuroinflamação e Neurotoxicologia (GENIT) com foco no Transtorno do Espectro Autista.

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Publicado
2022-01-11
Seção
Relatos de experiência ou Comunicação