A Ars amatoria de Ovídio e os padrões da poesia didática: entre a adoção e a irreverência
DOI:
https://doi.org/10.58967/caletroscopio.v6.n2.2018.3759Palabras clave:
Poesia didática, Elegia, Gêneros literários, Hibridismo.Resumen
Neste artigo, desejamos mostrar que a inserção da Ars amatoria, por Ovídio, na categoria da poesia didática não deveria ser tomada como definitiva. A despeito da manutenção de elementos considerados característicos desse tipo de poesia (Volk, 2002), a Ars apresenta muitos dados não usuais em sua construção genérica. A ousadia de definir-se como uma obra cujo objetivo primeiro é ensinar e disciplinar o público em temas amorosos e a marcante presença de elementos elegíacos, que geram efeitos de grande irreverência no texto, podem ser citadas como duas dessas características atípicas. Além disso, também há o uso comum de tópoi oriundos da poesia didática, tanto de caça quanto de agricultura. O uso de tais tópoi atribui à obra contextos transformados de hilaridade, que produzem efeitos os quais poderíamos entender como paródias da poesia didática “séria”.
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Referencias
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