Há tão pouco a dizer: deslocamentos da memória em Dias felizes e Hamlet

Gleydson André da Silva Ferreira

Resumo


Em Dias felizes, de Samuel Beckett, Winnie transforma-se subjetivamente. Enterrada em um deserto inóspito, cujo tempo parece suspenso, ela procura refúgio em si mesma. Contudo, está fadada ao fracasso, bem como à repetição incessante. Em meio ao mundo estático, sua subjetividade alterna-se, porém. No primeiro ato, Winnie apresenta-se forçosamente otimista, para em seguida, no segundo ato, entregar-se ao completo desalento. De uma transformação a outra, não só se modifica o estado de ânimo da protagonista, como também há um rearranjo de suas memórias. No presente estudo, discute-se os deslocamentos da memória em Dias felizes. Mais especificamente, o modo como as transformações subjetivas afetam consigo o registro do passado. A fim de melhor entender o fenômeno da corrosão subjetiva em cena, o drama Dias felizes é comparado a Hamlet, de William Shakespeare. Logo, este artigo analisa fenômenos da memória, resultantes das modificações incessantes que as personagens dramáticas sofrem no decorrer do tempo.


Palavras-chave


Dias felizes; Deslocamentos da memória; Subjetividade

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Caletroscópio - Revista do Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos da Linguagem da Universidade Federal de Ouro Preto

ISSN (on-line): 2318-4574 

Qualis CAPES: A4 (2017-2018)

Qualis CAPES: B2 (2013-2016)


Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional