O escritor e o rádio - sete romances de Erico Verissimo

  • Doris Fagundes Haussen Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)/Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) http://orcid.org/0000-0001-8022-6568
Palavras-chave: Rádio, romance, imaginários, Erico Verissimo

Resumo

O artigo analisa a presença do rádio em sete romances de Erico Verissimo publicados entre 1933 e 1943, período em que o veículo era implantado e desenvolvido no país. Procura-se verificar como o rádio é incorporado na produção literária e, também, refletir sobre os imaginários circulantes sobre a nova tecnologia à época. Com estes objetivos, foram analisados os 58 trechos em que o rádio é citado e as categorias radiofônicas presentes. Conclui-se que o veículo é percebido principalmente como nova tecnologia e símbolo de status, sendo utilizado para difundir música, notícias, publicidade, novelas e novas profissões como as cantoras de rádio. Estas categorias vão surgindo à medida em que o rádio vai se estabelecendo ao longo do tempo e o escritor as incorpora. O estudo sobre imaginário baseou-se em Morin (1984), Silva (2003), Sarlo (1997) e Beauvoir (1982).

Biografia do Autor

Doris Fagundes Haussen, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)/Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Jornalista (FAMECOS/PUCRS), Especialista em Rádio (CIESPAL), Mestre e Doutora em Ciências da Comunicação (ECA/USP), com Pós-Doutorado em Comunicação pela Universidade Autônoma de Barcelona. Bolsista PQ/CNPq associada à PUCRS onde foi professora de Graduação e Pós-Graduação. Professora aposentada da FABICO/UFRGS.
Publicado
2021-11-19
Seção
Dossiê "30 anos de estudos radiofônicos – O papel do GP Rádio e Mídia Sonora"