Grupo Investigação Filosófica lança selos abertos para indicar o uso de IA
O Grupo Investigação Filosófica (GIF), por meio de seu laboratório, o GIFLABS, lança um conjunto de selos destinados a indicar, no próprio objeto, que houve uso de inteligência artificial na sua produção. Os selos são de uso aberto e gratuito, assim como o símbolo de copyright ou as licenças Creative Commons, e podem ser empregados por qualquer pessoa, em artigos, livros, revistas, trabalhos acadêmicos, obras artísticas e demais produções, sem necessidade de autorização. Foram feitos para a comunidade, e é na circulação que ganham sentido.
O selo padrão traz apenas o símbolo e sinaliza, de modo geral, que o objeto teve uso de IA. Há ainda duas variantes que especificam a natureza desse uso. O selo de uso instrumental marca os trabalhos em que a IA serviu de ferramenta de apoio, e o selo de uso substantivo, aqueles em que ela contribuiu para o próprio conteúdo; ambas as variantes trazem também a indicação de que o resultado foi revisado humanamente.
A proposta parte de uma constatação simples. O uso de IA já atravessa a produção intelectual e artística, e a questão relevante deixou de ser se ele acontece para se tornar como ele acontece e como pode ser declarado com transparência. Um selo visível no objeto permite que leitores, avaliadores e editores saibam de antemão com que tipo de produção estão lidando; permite também que autores declarem o uso de IA sem que isso soe como confissão. É essa normalização da transparência que os selos pretendem favorecer.
Os selos já estão em uso nas publicações do GIFLABS, como a Virtualia (magazine), e estão disponíveis para download em versão branca e em preta, com fundo transparente.
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