Autodidatismo como potencializador da aprendizagem de línguas
um estudo de casos
Resumen
Apesar do interesse em aprender uma língua estrangeira por grande parte da população, há impedimentos para alcançar a proficiência, que perpassam pela má qualidade de ensino de línguas nas escolas, falta de acesso a cursos privados, mau uso das TDICs (Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação), bem como, não ter estratégias adequadas para estudar de forma autodidata. Assim sendo, propomos, neste trabalho, analisar o fenômeno autodidata através de uma pesquisa qualitativa com estudo de casos de três pessoas que alcançaram a competência comunicativa na língua inglesa. Assim sendo, foram conduzidas entrevistas com três egressas de cursos de Letras Inglês de universidades brasileiras. Neste documento, apresentamos um recorte focado em itens relacionados às habilidades de comunicação e compreensão, além do uso de recursos tecnológicos no processo de aprendizagem de línguas. Para discussão das temáticas, baseamo-nos em referenciais teóricos sobre aprendizagem de línguas (Hymes, 1979; Paiva, 2009; 2010; 2012), uso de tecnologias na aprendizagem (Monico, 2017; Moura; Moura, 2024) e autodidatismo (Tavares, 2015). Os relatos apresentados por cada participante mostraram que no estudo autônomo de línguas, com persistência e através de estratégias de aprendizagem, é possível obter resultados satisfatórios na busca da proficiência.
Descargas
Citas
FERREIRA, Fernanda Abiorana Dias. O uso do dicionário bilíngue no processo de compreensão de textos por alunos iniciantes de espanhol/Le. (Dissertação de Mestrado em Letras e Tradução). Faculdade de Letras, Universidade de Brasília, Brasília, 2006.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
GOMES, Francisco Wellington Borges. Filmes legendados e ensino de línguas adicionais: um breve panorama sobre as pesquisas no Brasil. 2015. Revista Horizontes de Linguística Aplicada, v. 15, n. 1, jul. 2016.
HELLMAN, Géssica. O Caminho para o Aprendizado Autodidata. Vias Clássicas. Online. Disponível em: https://vias-classicas.com/blog/o-caminho-para-o-aprendizado-autodidata/. Acesso em jan. 2024.
HYMES, Dell. On Communicative Competence. In: HYMES, Dell. The communicative approach to language teaching, v. 2, p. 53-73, 1979.
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e Tempo Docente. Campinas, SP: Papirus, 2013.
LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E.D.A. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. Em Aberto, v. 5, n. 31, 1986.
MCDONOUGH, J.; SHAW, C. Materials and Methods in ELT: A Teacher’s Guide. 2ª ed.. Nova Jersey: Wiley-Blackwell, fev. 2003.
MOURA, Edmilson Borges de; MOURA, Angelita Teresa da Conceição. A Tecnologia Aliada à Educação. In: FERREIRA, Pedro Paulo da Cunha. Construindo Pontes: Diálogos entre Ciências Humanas e Sociais. V. 2, 2024.
MONICO, Michelli de Godoy Del. As Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) na aprendizagem autônoma de língua inglesa, (Dissertação de Mestrado em Letras). Faculdade de Letras, Universidade Estadual Paulista, São José do Rio Preto, 2017.
PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. Ensino e aprendizagem de Língua Inglesa conversas com especialistas. 1ª Ed. São Paulo: Parábola Editorial, maio de 2009.
PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. Práticas de Ensino e Aprendizagem de Inglês com Foco na Autonomia. 3ª Ed. São Paulo: Pontes Editores, 2010.
PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. Ensino de Língua Inglesa no Ensino Médio: teoria e prática.1ª Ed. São Paulo: Edições SM, 2012.
PUCCI, Renata .H. P; CRUZ, Maria. Nazaré da. A construção do diálogo em sala de aula de língua inglesa: uma análise enunciativo-discursiva das interlocuções, Calidoscópio, v. 15, n. 1, 2017.
.
SANTOS, Laura dos. O ensino de vocabulários em língua inglesa por meio de atividades lúdicas, In: PARANÁ. Dia a dia educação, p. 1-18, 2009.
SANTOS FILHO, Agnaldo Pedo; COUTO, Leda Regina de Jesus; VIÑAL JÚNIOR, José Veiga. O Ensino de Língua Inglesa nos Espaços: reflexões e possibilidades para a aprendizagem de alunos urbanos e rurais da EJA. Revista Rural & Urbano, v. 6, n. 1, p. 213-227, 2021.
SAVIGNON, Sandra J. Communicative Competence. The TESOL encyclopedia of English Language, p 1-7, 2018.
SILVA, Vera Lucia Teixeira da Silva. Competência Comunicativa em Língua Estrangeira (Que conceito é esse?). Soletras, ano IV, n 8. São Gonçalo: UERJ, jul./dez.2004.
SOUZA, Drielle Caroline Izaias Juvino. A Música como Recurso de Ensino-Aprendizagem da Língua Inglesa nos Livros Didáticos. Revista Porto das Letras, v. 8, n. 1, p. 291-309, 2022
TAVARES, David Ribeiro. Um autodidatismo natural e tecnológico como solução sócio-educacional. Ensaios Pedagógicos. Revista Eletrônica do Curso de Pedagogia das Faculdades OPET, v. 10, n.1, p. 61-72, dez. 2015.
Derechos de autor 2026 Caletroscópio

Esta obra está bajo licencia internacional Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-SinObrasDerivadas 4.0.
La Revista Caletroscópio detendrá, por un periodo de tres años, los derechos autorales de todos los trabajos aceptados para publicación: artículos, reseñas, traducciones, etc. Salvo esa restricción, los trabajos están licenciados con la Licencia Creative Commons – Reconocimiento – NoComercial – SinObraDerivada 4.0 Internacional. Después de ese tiempo, caso el autor publique el texto, aunque sean hechos cambios en el original, se solicita que sea incluida, en nota a pie, la información de que una versión anterior del artículo fue publicada en la Revista Caletroscópio, presentando las referencias adecuadas.