Batismo e escravidão
as relações de compadrio na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte (c. 1747 - c. 1756)
Resumo
Este artigo analisa a relação de compadrio no arraial de Meia Ponte, capitania de Goiás. A inquietação emerge devido à escassez de pesquisas sobre a família no século XVIII. Com o cruzamento da documentação político-administrativa e do Livro de Batismo de Escravos de Meia Ponte de 1747 a 1756, propõe-se que a noção de família no século XVIII não consistiu somente no convívio entre sujeitos com ascendência biológica, mas eram parte aqueles ficticiamente elaborados no batismo católico: os padrinhos, madrinhas e afilhados, fossem estes de condição livre, forra ou escrava. Dessa forma, a investigação centra-se no costume de senhores apadrinharem seus escravos como forma de estreitar os vínculos entre o eito e a casa grande. Para tanto, o estudo seguirá a proposta metodológica da micro-história italiana.
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