O massacre de Ipatinga e a disputa pela memória sob uma ótica marxista

Resumen

O artigo analisa o Massacre de Ipatinga (1963) sob a perspectiva da historiografia marxista, articulando industrialização, repressão estatal e disputa pela memória. A partir de documentos oficiais, dissertações e projetos de memória, demonstra-se que o massacre não foi um episódio isolado, mas resultado direto da formação de Ipatinga como cidade-empresa, planejada pela Usiminas em consonância com o Estado desenvolvimentista. A repressão policial contra trabalhadores e moradores expressou a violência estrutural do capital monopolista, consolidando a disciplina operária pela força. Durante a ditadura militar, instaurou-se um projeto de silenciamento, sustentado por discursos oficiais, controle sindical e propaganda empresarial. Contudo, sindicatos de oposição, movimentos sociais e iniciativas como o Projeto Marcas da Memória resgataram a lembrança das vítimas, transformando-a em ferramenta de resistência e denúncia. O estudo conclui que a luta pela memória integra a luta de classes, sendo instrumento fundamental contra a exploração e pela justiça social.

Publicado
2026-03-27
Cómo citar
Pereira Pinho, A. L. (2026). O massacre de Ipatinga e a disputa pela memória sob uma ótica marxista. (entre)linhas: Revista Do Programa De Pós-Graduação Em História Da Universidade Federal De Ouro Preto, 6(01), 01-18. Recuperado a partir de https://periodicos.ufop.br/entrelinhas/article/view/10.5281.zenodo.19222353
Sección
Artigos Livres