Realismos subjetivos

Jacques Rancière e Mario Vargas Llosa leem Madame Bovary

Palavras-chave: História das ideias, Realismo, Madame Bovary

Resumo

O presente artigo tem por escopo investigar de modo detido a maneira pela qual o filósofo francês Jacques Rancière e o literato peruano Mario Vargas Llosa interpretam determinados aspectos da obra Madame Bovary, de Gustave Flaubert, cuja fortuna crítica a consagrou como marco intransponível do romance moderno. Para alcançar tal objetivo, delineio inicialmente considerações atinentes à história intelectual e às modalidades de abordagem da literatura que prescindem do texto literário em sua materialidade; em seguida, examino diferentes concepções de “realismo” que se sedimentaram no horizonte teórico; culminando, por fim, na análise de como os referidos autores apreendem o estatuto do “realismo” flaubertiano.

Biografia do Autor

Guilherme Costa Silva, UFG

Graduando em História pela Universidade Federal de Goiás, com período de mobilidade acadêmica na Universidad de Playa Ancha, no Chile. Desde 2022, é bolsista de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao projeto Teoria da História: conceitos, trajetórias e tradições historiográficas, sob orientação do professor doutor Cristiano Pereira Alencar Arrais. No âmbito dessa investigação, tem se dedicado ao estudo da historiografia brasileira não-icônica entre os anos de 1970 e 2001, com ênfase na análise da incidência da virada antropológica nas revistas especializadas.Como parte da formação em pesquisa, foi aluno especial no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Goiás, cursando a disciplina História e literatura em Jacques Rancière. Atua como membro do grupo de estudos Sapientia: Idade Média e Modern e integra o Grupo de Estudos em História e Literatura (GEHISLIT), da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.Apresentou comunicações em eventos nacionais e internacionais, com destaque para a Jornada de Jovens Investigadores da Asociación de Universidades Grupo Montevideo. Possui artigos publicados em periódicos acadêmicos e coletâneas, além de produções em anais de congressos, nas quais articula temas como viradas historiográficas, circulação de paradigmas e os vínculos entre literatura e experiência histórica.Sua formação complementar reúne cursos em instituições como Universidade de São Paulo, Universitat Autònoma de Barcelona, Leiden University, University of London e University of Copenhagen, com foco em temas como missões jesuíticas, história medieval árabe, análise de imagens, literatura dramática e epistemologia da história. Iniciou sua formação acadêmica no Instituto Federal Goiano, onde cursou o ensino médio técnico em Química e participou de projetos de pesquisa e extensão na interface entre ciência e educação.

Publicado
2026-03-27
Como Citar
Costa Silva, G. (2026). Realismos subjetivos: Jacques Rancière e Mario Vargas Llosa leem Madame Bovary. (entre)linhas: Revista Do Programa De Pós-Graduação Em História Da Universidade Federal De Ouro Preto, 6(01), 01-25. Recuperado de https://periodicos.ufop.br/entrelinhas/article/view/8223
Seção
Artigos Livres