O manual do professor de língua portuguesa como mecanismo de política linguística

Kátia Cristina Cavalcante de Oliveira

Resumo


Neste trabalho, lidamos com a noção ampliada de Política Linguística (PL), de Shohamy (2006), conforme o modelo proposto por Spolsky (2004). Tivemos como objetivo defender o manual do professor (MP) das coleções didáticas de Língua Portuguesa como um mecanismo de PL. Para isso, selecionamos dois MP: o primeiro de 1970, quando estes começam a ser adotados pela política educacional brasileira e o outro de 1999, quando começam a circular os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), que passam a direcionar a política do livro didático no país. Fizemos análise qualitativa dos dois, exemplificando como essas políticas se realizam neles, por meio da análise de conteúdos, objetivos e indicações de práticas apresentados aos professores. Concluímos que os MPs analisados perpetuam uma determinada forma de representar a língua, o mais antigo mostrando o português como homogêneo, mais explicitamente, e o segundo utilizando marcas linguísticas que apontam um direcionamento prescritivista para a prática docente.

Palavras-chave


Políticas linguísticas; Ensino de língua portuguesa; Manual do professor

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Caletroscópio - Revista do Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos da Linguagem da Universidade Federal de Ouro Preto

ISSN (on-line): 2318-4574 

Qualis CAPES: A4 (2017-2018)

Qualis CAPES: B2 (2013-2016)


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