Afinal, o que as artes (ainda) comunicam?

Palavras-chave: Filosofia da arte., Arthur Schopenhauer., Artes., Significado filosófico., Pluralidade estética.

Resumo

Este estudo reexamina a filosofia da arte de Arthur Schopenhauer a partir de suas explicações do significado estético-filosófico da experiência do belo natural e, em especial, daquelas espécies de arte, objetivadas em obras, por ele destacadas, quais sejam, arquitetura, hidráulica, jardinagem, escultura, pintura, artes discursivas e música. O propósito dessa revisitação da estética schopenhaueriana é senão o de compreender sua importância para uma concepção que (ainda) encara a experiência do belo, sobretudo enquanto obra de arte, como uma espécie de comunicação de um conteúdo dotado de valência filosófica – concepção esta, aliás, com plenos direitos de (ainda) existir validamente nos dias que correm, desde que, conforme advertido na conclusão, criticamente revisada em algumas de suas premissas, tomada como mais uma teoria dentre outras e que não percamos de vista que a pós-modernidade (na hipótese de já estarmos a vivê-la) é não apenas “mistura” de estéticas, mas também, e quiçá principalmente, coexistência de estéticas.  

 

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Biografia do Autor

Waldir Severiano Medeiros Júnior, UFMG e UNIFAL-MG

Professor de Direito no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Pós-Doutorando em Direito e Justiça pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (FDUFMG). Doutor (2021) e Mestre (2016) em Direito e Justiça pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (FDUFMG). Bolsista integral do ProUni/Governo Federal (2006-2011). Tem experiência nas áreas do Direito e da Filosofia, com ênfase em Filosofia do Direito, Direito Constitucional e Direito Penal, e com pesquisas orientadas para temas como Teorias da Justiça, Teorias do Estado, Constitucionalismo Democrático, Teorias do Crime e Garantismo Penal. Autor de livros jurídicos acadêmicos. Consultor Jurídico (OAB-MG 216.370).

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Publicado
2026-02-05
Seção
Estética e Filosofia