A possibilidade da imaginação enquanto uma faculdade intermediária entre o intelecto e o corpo
sobre a imaginação no De Anima de Aristóteles
Resumo
Em diálogo crítico com as teorias filosóficas de seus predecessores, Aristóteles constrói uma psicologia não-dualista e não-materialista a partir de uma explicação hilemórfica. Porém, ao tratar do intelecto, Aristóteles lhe atribui predicados que destoam desta diretriz explicativa, como a qualidade de ser separado. A imaginação pode ser entendida como uma faculdade intermediária, capaz de fazer a mediação entre as faculdades que são atualizações de estruturas corpóreas e o intelecto separado. A participação da imaginação em ao menos duas demandas intelectuais, a saber, o raciocínio prático e o raciocínio teórico, demonstra esta mediação.
Palavras-chave: Imaginação; hilemorfismo; intelecto; alma; De Anima; Aristóteles.
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