Entrevista com Alexandre Américo

sobre as visualidades da dança como composições no tempo

Resumen

Nesta entrevista, o artista potiguar Alexandre Américo discorre sobre seus processos de criação em dança contemporânea, tratando das composições de imagens através da relação entre o corpo e as outras materialidades da cena, a partir das obras do seu projeto poético intitulado Manifestações da Terra. Com ênfase em referências artísticas e filosóficas afrocentradas, a dança de Américo redefine alguns conceitos das visualidades da cena, principalmente no que concerne à elaboração dos figurinos como matérias sobre o corpo, desenvolvendo uma prática processual, deshierarquizada e de uma escuta atenta às coisas, às paisagens e suas presenças. Desse modo, a prática do artista atesta a relação intrínseca entre o tempo e o ritmo nas composições cenográficas como essencial para elaborar essas matérias também como acontecimento cênico.

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Biografía del autor/a

Heloísa Sousa, Universidade de São Paulo

Heloísa Sousa es una artista-investigadora originaria de Rio Grande do Norte, Brasil. Trabaja como directora escénica y crítica de teatro en Natal (RN). Es licenciada en Teatro y magíster en Artes Escénicas por la UFRN, y doctora en Artes por la USP. Su investigación se centra en las visualidades de la escena, con énfasis en el vestuario para la escena contemporánea, las relaciones entre teatro y performance, y las composiciones de imágenes para la escena. Desde 2016 escribe periódicamente para Farofa Crítica, un sitio dedicado a la crítica de las artes escénicas.

Alexandre Araújo de Oliveira, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Alexandre Américo es un artista caiçara y neurodivergente, además de investigador en danza. Es candidato a doctor en Educación, magíster en Artes Escénicas y licenciado en Danza, todos los títulos obtenidos en la UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil). Desde una perspectiva racializada y accesible, desarrolla su trabajo en el campo de la investigación en Arte Contemporáneo, con énfasis en estructuras performativas, improvisación y sus desdoblamientos dramatúrgicos contracoloniales. Fue director artístico de la Cia. GiraDança (2018–2023), en Natal (RN). Tiene interés en los estudios del psicoanálisis y de la Cripistemología (teoría tullida), en diálogo con artistas discapacitados (DEFs) de las periferias de Natal. En 2024 fundó la TORTA – Plataforma de Arte Expandido. Además, colabora con textos críticos en los sitios Portal MUD (São Paulo) y Farofa Crítica (Rio Grande do Norte).

Citas

LEPECKI, André. 9 variações sobre coisa e performance. Tradução de Sandra Meyer. Urdimento, Revista de Estudos em Artes Cênicas, Florianópolis, v. 2, n. 19, p. 93-99, 2012.

MCRUER, Robert. Teoria Crip: signos culturais entre o queer e a deficiência. Papeis Selvagens Edições: Rio de Janeiro, 2024.

SOUSA, Heloísa. Ensaios sobre o figurino: filosofia e teatralidade. 2024. Tese (Doutorado em Artes) - Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27162/tde-13052024-145409/pt-br.php . Acesso em: 10 mar. 2026.

Publicado
2026-03-10
Cómo citar
PACHECO DE SOUSA, H. H.; ARAÚJO DE OLIVEIRA, A. Entrevista com Alexandre Américo: sobre as visualidades da dança como composições no tempo. Ephemera: Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto, v. 9, n. 18, 10 mar. 2026.