Weitz e o Argumento do Conceito Aberto

Uma resposta à acusação de falácia de Carroll

  • Sagid Salles Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Nayla Rodrighero Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA)
Palavras-chave: Weitz, Carroll, Definição de Arte, Argumento do Conceito Aberto, Falácia do Equívoco

Resumo

O primeiro objetivo do presente artigo é reconstruir o argumento do conceito aberto, de Morris Weitz, em defesa da tese de que é impossível definir o conceito de arte. A interpretação apresentada tem duas consequências importantes: (a) Weitz não está realmente comprometido com a afirmação controversa, por vezes atribuída a ele, de que apenas conceitos abertos são compatíveis com manifestações de criatividade; (b) o argumento do conceito aberto não pressupõe o modelo das semelhanças de família, de modo que as objeções ao último, mesmo que corretas, não refutam o primeiro. O segundo objetivo é responder à objeção de Carroll de que o argumento do conceito aberto seria uma instância de falácia do equívoco. Argumentamos que a crítica de Carroll se apoia em uma reconstrução possível, porém implausível, da proposta de Weitz. Por um lado, Carroll introduz pelo menos duas premissas desnecessárias no argumento de Weitz. A retirada das premissas não apenas evitaria a falácia, mas também resultaria numa leitura mais fiel ao texto de Weitz. Por outro lado, a reconstrução proposta do argumento do conceito aberto é mais caridosa do que a de Carroll, e também mais fiel à estratégia argumentativa de Weitz. Concluímos que não há boas razões para aceitarmos que o argumento do conceito aberto seja um caso de falácia do equívoco.

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Publicado
2026-04-17
Como Citar
Salles, S., & Rodrighero, N. (2026). Weitz e o Argumento do Conceito Aberto: Uma resposta à acusação de falácia de Carroll . Virtualia Journal, 1, 289-325. https://doi.org/10.5281/zenodo.19635036
Seção
ARTIGOS