Hiperestética

técnica, poder e a emergência de um regime do sensível

  • André Luiz C. Gonçalves UFPI - Universidade Federal do Piauí
Palavras-chave: hiperestética, regime do sensível, economia da presença, tecnomediação, tecnossistema, financeirização da atenção

Resumo

Este artigo propõe o conceito de hiperestética como hipótese inaugural para compreender a emergência de um novo regime técnico do sensível na contemporaneidade. Frente à estetização generalizada, à tecnomediação da percepção e à financeirização da atenção, a hiperestética é apresentada não como mera estética digital nem como estilo, mas como uma mutação estrutural da sensibilidade operada por arquiteturas digitais. Entre a aisthesis e a estética moderna do juízo, delineia-se um regime de presença performada, codificação sensorial e produção técnica da experiência. Em diálogo com Benjamin, Gumbrecht, Kittler e Baudrillard, o sensível aparece como campo estratégico de modulação, controle e valoração econômica. O ensaio estabelece balizas conceituais, discute fundamentos epistemológicos, políticos e ontológicos e indica efeitos sobre percepção, desejo e economia da presença. Nomear a hiperestética é, por fim, um gesto epistêmico, político e ontológico.

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Publicado
2026-06-05
Como Citar
C. Gonçalves, A. L. (2026). Hiperestética: técnica, poder e a emergência de um regime do sensível. Virtualia Journal, 1, 440-469. https://doi.org/10.5281/zenodo.20562907
Seção
ARTIGOS